Entrelinhas

Entrelinha

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Empolgado

Apesar de o presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS), ter composto a mesa de honra durante a solenidade de assinatura de contratos com as seis empresas que venceram a licitação para recuperação e pavimentação de ruas de Bauru, quem representou os vereadores com um breve discurso foi Milton Dota Júnior (PPS).

• Quem te viu...

Com o auditório do Palácio das Cerejeiras lotado, principalmente pela turma do 1º e do 2º escalões, o vereador rasgou elogios para o plano antiburacos de Nilson. “Esta é uma demonstração de que mais uma vez a tartaruga superou a lebre”, disse. E emendou: â€œÉ o primeiro passo para uma grande administração nos próximos três anos”. Dota demonstra uma capacidade impressionante de reatar laços políticos.

• Tartaruga ninja

O prefeito descarta a relação entre o programa de obras e a pressão popular. Perguntado sobre a questão, Nilson foi irônico. “Quem tem pressa come cru. A tartaruga é lenta, mas chega”. Como se vê, o prefeito realmente incorporou a mudança de apelido de Tio Patinhas para Tartaruga, mas quer ser do filo das ninjas, aquelas mais espertas, que aparecem em desenho animado.

• Fundação

A direção da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu revelou ontem, na Câmara Municipal, após ser questionada, que o Hospital Regional será gerido através de uma fundação ligada à universidade. O Estado repassará dinheiro para a Unesp, que o transferirá para a fundação. Para muitos, é uma fórmula interessante de gestão pública com caracterização privada.

• Prós e contras

Uma das vantagens na gestão do dinheiro público através de uma fundação é que os procedimentos são ágeis e não esbarram na burocracia. A desvantagem é para o sistema de controle da gestão. A fundação tem autonomia para realizar despesa sem licitação e contratação de pessoal sem concurso público.

• Fiscalização

No caso do Hospital Regional, o Estado optou por realizar a gestão através de um organismo social. Todavia, a Lei Complementar que regulamenta a atividade promove a fiscalização da aplicação dos recursos por meio da Assembléia Legislativa. Ou seja, as entidades regionais não terão, efetiva e legalmente, poder de “pegar no pé” do gestor. Apenas o Conselho Estadual de Saúde terá acesso obrigatório às prestações de contas.

• Gestão plena?

A Divisão Regional de Saúde (DIR-X) já concluiu a proposta técnica para o funcionamento do Hospital de Base a partir da inauguração do Hospital Regional. A reclamação é que a divisão não discutiu o processo com a Secretaria Municipal de Saúde nem com o Conselho Municipal de Saúde. Aliás, o sistema contém uma realidade que destoa das diretrizes aprovadas para a implantação da gestão plena.

• Curral político

A reclamação mais corrente na definição do novo sistema de saúde regional não é em relação à característica terceária a ser adotada para o Hospital Regional. A questão é que os dirigentes elaboraram um plano que, na opinião do Conselho Municipal, por exemplo, contempla um sistema que mantém corredores da saúde pública com cara de privada.

Comentários

Comentários