Auto Mercado

Sonhando com um Eclipse

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Acordar de madrugada, tomar o café da manhã, encaixotar os produtos e dirigir-se até o destino para armar a barraca. Tal rotina está presente no dia-a-dia de milhares de feirantes espalhados pelo País. E é justamente na hora de ir até a feira que as Kombis ganham a preferência esmagadora daqueles que ganham a vida vendendo os hortifrutigranjeiros.

É o caso do bauruense Moacir de Oliveira, que ingressou na atividade há apenas dez dias. Depois de ter perdido o emprego em São Paulo, onde atuava como técnico em telecomunicações, retornou a Bauru com a expectativa de conseguir outra ocupação. Já que não dispunha de muito tempo - e dinheiro - para ficar parado, resolveu desfazer-se de seu Gol 92 para poder adquirir a Kombi.

Com ela em mãos, nem se preocupou muito com os eventuais problemas mecânicos que a Kombi poderia apresentar. Por isso, confiou no aspecto geral do veículo e foi trabalhar em uma feira no Parque Vista Alegre. “Não penso em mexer nela, pois as peças são muito caras. Gostaria mesmo é de trocar por uma mais nova e a álcool”, diz ele.

Segundo Moacir, mesmo estando em boas condições, a Kombi movida a gasolina tem seus inconvenientes. “Se ela estiver com o motor desregulado, com três litros no tanque não agüenta ir até o centro da cidade”, destaca o feirante.

Mas a árdua batalha diária na feira não desanima Moacir, que confessa ser um admirador de carros em geral. Entretanto, por um deles ele tem um carinho especial: o Mitsubishi Eclipse. â€œÉ um automóvel que todos adorariam ter na garagem. Quem sabe, ainda, um dia eu não consiga ser dono de um”, afirma ele.

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