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Apeoesp promove manifesto no Calçadão pelas escolas públicas

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino do Estado de São Paulo (Apeoesp) realizou ontem uma manifestação em defesa do ensino público. Membros da entidade reuniram-se no Calçadão a Batista de Carvalho, em Bauru, e distribuíram panfletos à população, chamando a atenção para as deficiências da educação.

A carta aberta salienta que a educação é uma enorme dívida social que o Brasil tem com o povo, resultando em índices recordes de analfabetos, crianças fora da escola e jovens sem futuro. Eles acusam o Governo Federal de descaso e contestam diretamente a promoção automática do ensino, a municipalização, o arrocho salarial, a política de gratificação e bônus, além de cruzar os braços diante da violência escolar.

“Vários professores e alunos já foram mortos dentro das escolas e eles nada fazem. Ao contrário, superlotam as salas de aula e submetem os professores a jornadas exaustivas de trabalho por salários ridículos”, comenta o conselheiro estadual da Apeoesp, Rubens Colacino.

A categoria pleiteia um reajuste salarial atrasado em sete anos, segundo ele. O governo, por sua vez, oferece 5% de aumento, mais bônus e gratificações. “Não queremos a política de bônus, porque ela só vale para quem está na ativa e prejudica os aposentados, as mulheres em licença-maternidade e os professores em licença. Em contrapartida, um professor hoje atua como psicólogo, inspetor de alunos e até policial”, ressalta.

Para outro conselheiro, Edmar Oga da Silva, o problema é a falta de uma política adequada para a educação. “O Estado economiza em setores que não poderia deixar de investir, como a educação. E economiza em serviços públicos para saldar sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma dívida que já foi paga há anos, mas que nunca acaba, porque cresce em progressão geométrica”, afirma.

Eles lembram que a categoria está desmotivada e desmoralizada. A pressão tem resultado em altos índices de problemas de saúde, sejam físicos ou mentais, agudos ou crônicos. “E a maioria trabalha doente mesmo, só para não perder o bônus. A Justiça precisa tomar providências contra isso”, completa Colacino.

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