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Os diamantes são eternos (mas não são os mais valiosos)


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Apesar de serem a inspiração de filmes, músicas e, sobretudo, sonhos, os diamantes não são as pedras mais valiosas do mundo. Essa honra pertence ao rubi, que é mais difícil de ser encontrado. Na realidade, no ranking das pedras preciosas os diamantes estão em terceiro lugar, atrás também da esmeraldas. Em quarto lugar na lista estão as safiras, que possuem a mesma estrutura interna e composição química dos rubis, mas são de outra cor. Enquanto os primeiros são primordialmente vermelhos, os últimos são azuis.

As pedras preciosas valorizam a beleza das jóias, mas requerem muito mais atenção de quem vai comprar uma peça por causa dos vários tipos de elementos sintéticos que existem no mercado. Só os diamantes, explica a empresária e membro da Associação Brasileira de Gemologia e Mineralogia, Karen Olbrich, possuem sete tipos de “imitações” sintéticas que podem passar perfeitamente pela pedra verdadeira. São elas a moissanita, a zircônia cúbica, o YAG, o GGG, o zircão, o rutilo e a fabulita. Desses todos, só o zircão é um mineral, os outros são todos criados em laboratório.

O risco de se comprar gato por lebre quando a joalheria tem pedras não envolve apenas o prejuízo financeiro. Pode custar até a vida. Segundo Olbrich, existem pessoas no mercado mundial de gemas que produzem pedras coloridas, como os diamantes azuis e verdes, às custas de bombardeamento nuclear. Na natureza, as pedras verdadeiras realmente sofrem a influência de elementos radioativos como o urânio para conseguir tonalidades diferentes. Como o processo dura milhares de anos, o risco se perde porque a radiotividade desaparece. Produzidas em laboratório, pedras bombardeadas com urânio podem até matar. â€œÉ por isso que é muito importante conhecer a procedência das gemas”, diz a empresária. Isso é importante até mesmo por uma questão de valor. Os melhores rubis e safiras, por exemplo, vêm da Birmânia; as esmeraldas, da Colômbia; os diamantes, da África do Sul ou da Austrália. As pedras brasileiras de melhor qualidade e mais valiosas são as águas-marinhas e as turmalinas-rosas.

Grande arte

Além da cor e da origem, o que determina a sua pureza, as pedras precisam ser avaliadas quanto ao peso e também a lapidação. O peso das pedras é medido em quilates, que equivalem a 0,2 gramas cada. Quanto maior a pedra, mais valiosa.

A lapidação é um diferencial importantíssimo e por isso destinado a poucos experts, pois um golpe errado pode destruir uma pedra inteira. O objetivo de se cortar a gema bruta é obter uma pedra que transmita a maior quantidade de luz. Quando a lapidação é proporcional, a luz se reflete de uma faceta para outra e se dispersa pelo topo da pedra. “Existe uma série maneiras de se lapidar uma pedra, algumas mais tradicionais que outras como o brilhante, que é o diamante com a lapidação redonda”, explica Olbrich.

Outros formatos populares são o oval, em pêra, o retangular e em coração.

Seis dos mais famosos diamantes do mundo

1. Koh-I-Noor (“Montanha de Luz”)

Foi mencionado pela primeira vez em 1304, pesando 186 quilates. Uma pedra de corte oval. Acredita-se ter estado, certa vez, engastado no famoso trono de pavão do Xá Jehan como um dos olhos do pavão. Relapidado no reinado da Rainha Vitória, encontra-se hoje em dia entre as Jóias da Coroa Inglesa e pesa atualmente 108.93 quilates.

2. O Cullinan

O maior dos diamantes já encontrado, era de 3.106 quilates quando bruto e originalmente pesava um pouco menos de 1 libra e meia. O Cullinan foi cortado em 9 pedras principais e 96 pedras menores. A maior das pedras cortadas do Cullinan e agora entre as Jóias da Coroa Inglesa é a Estrela da África, que pesa 530.20 quilates, tem 74 facetas e ainda é considerado como o maior diamante lapidado do mundo.

3. O Grande Mogul

O Grande Mogul foi descoberto no século XVII. A pedra tem esse nome, em homenagem ao Xá Jehan, que construiu o Taj Mahal. Quando bruto, diz-se ter pesado 793 quilates. Atualmente encontra-se desaparecido.

4. O Orloff

Acredita-se que o Orloff tenha pesado cerca de 300 quilates quando foi encontrado. Uma vez foi confundido com o Grande Mogul, e atualmente faz parte do Tesouro Público de Diamantes da União Soviética em Moscou. Uma das lendas diz que “O Orloff” foi colocado como o olho de Deus no templo de Sri Rangen e foi roubado por um soldado francês disfarçado de Hindu.

5. O Regente

Um diamante verdadeiramente histórico descoberto em 1701 por um escravo índio perto de Golconda, pesava 410 quilates quando bruto. Quando pertencente a William Pitt, primeiro-ministro inglês, foi cortado em um brilhante no formato de uma almofada de 140.50 quilates e, até ter sido vendido para o Duque de Orleans, Regente da França quando Luís XV ainda era uma criança em 1717, era chamado de “O Pitt”. Foi então rebatizado como “O Regente” e colocado na coroa de Luís XV para a sua coroação. Após a Revolução Francesa, foi possuído por Napoleão Bonaparte que o colocou no cabo da sua espada. Atualmente está exposto no Louvre.

6. O Blue Hope (Esperança Azul)

Mais famoso do que qualquer outro diamante, o Hope foi uma vez possuído por Luís XV, sendo oficialmente designado de “o diamante azul da coroa”. Roubado durante a Revolução Francesa, tornou a aparecer em Londres, em 1830 e foi comprado por Henry Philip Hope, razão pela qual atualmente tem esse nome. Foi em poder da família Hope que este diamante adquiriu a reputação horrível de trazer azar. Toda a família morreu na pobreza. Uma infelicidade similar ocorreu com um proprietário posterior, Edward McLean. Atualmente, encontra-se na Instituição Smithsonian, em Washington.

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