Atrás dos votos
Muito já se discute sobre o total de votos que os candidatos a deputado por Bauru vão precisar obter para chegar à Assembléia Legislativa e ao Congresso Nacional. Depende de cada partido, do número de “papa-votos†de cada um deles e da soma geral de cada agremiação.
Alguns milhares
O PSDB, por exemplo, parece ser o partido onde conseguir a vitória não custa menos do que 70 mil votos para deputado federal e pelo menos 45 mil para estadual. Em partidos menores, como o PSB, a conta bate em 35 mil votos para deputado estadual e 50 a 60 mil para uma vaga na Câmara dos Deputados.
Purini aposta
Os partidos menores, logicamente, acabam por eleger um número de representantes inferior aos maiores. O PV paulista pode colocar dois deputados na Assembléia paulista. Roberto Purini espera ser um deles, embora existam outros dois nomes de peso na mesma disputa, entre os verdes.
Cobrança 1
Um interlocutor comum ao ex-prefeito Tuga Angerami (PSB) e José Serra, candidato presidencial dos tucanos, disse que o ex-ministro comentou, outro dia, esperar o apoio de Tuga a sua candidatura. Serra teria dito que ajudou bastante o bauruense desde a época em que era secretário da área de planejamento do governo Franco Montoro até quando Tuga esteve deputado.
Cobrança 2
Serra teria dito, inclusive, que Tuga enfrentava forte resistência dos ex-deputados Tidei de Lima e Roberto Purini (ambos eram do PMDB), mas que ele, enquanto secretário, ajudou o então prefeito de Bauru com verbas para a cidade. Depois, como senador, também teria dado a mesma atenção a Tuga.
Acordo difícil
Tuga talvez não negue que tenha recebido apoio político de Serra nestes anos todos, mas sua tentativa de entrar no PSDB foi barrada por parte dos tucanos (não por Serra, que havia abonado sua ficha) e, hoje, o candidato a presidente de seu partido é Anthony Garotinho. Uma situação de difícil composição.
Menos Serra
A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), ainda não sabe em quem vai votar para presidente da República. Um pouco mais refeita do vendaval que levou para longe sua pretensão de disputar o cargo máximo do País, ela só garante que não vota em Serra.
Senador
O PSDB paulista vai escolher hoje o candidato do partido ao Senado. Estão no páreo o presidente nacional da legenda, José Aníbal; a deputada Zulaiê Cobra e a ex-secretária da Educação, Rose Neubauer. 103 integrantes do diretório estadual vão decidir. Aníbal é favorito. A outra vaga da aliança foi destinada ao senador Romeu Tuma (PFL), que tentará a reeleição.
Barbada
Numa consulta feita junto aos filiados do diretório municipal da Capital, Aníbal ficou com 64,5% da preferência, Zulaiê 21,5% e Rose 14%. Segundo um tucano bem informado, o presidente nacional do partido deve receber a indicação com apoio de 70% dos delegados.
Sem polêmica
O governador Geraldo Alckmin, que está posição mais confortável do que seu correligionário José Serra na corrida eleitoral, não respondeu às críticas feitas ao governo do Estado pela prefeita Marta Suplicy (PT). Ele não quer alimentar polêmicas com o PT.