Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Alguns as consideram como “pragas” do trânsito, infestando ruas e rodovias, provocando congestionamentos e até causando acidentes. Para outros, são eficientes e salvam vidas. Amadas ou odiadas, as lombadas estão presentes no dia-a-dia dos motoristas.

Entretanto, nem sempre é fácil conviver com elas, particularmente em Bauru. Rodar pelas vias da cidade e encarar os mais de 600 obstáculos - a maioria lombadas - nelas existentes é uma tarefa hercúlea para condutores e, principalmente, para os automóveis.

Isso porque, por onde se anda, é fácil notar que existem lombadas de todos os tamanhos e nos locais mais esdrúxulos. Tal cenário afronta totalmente uma legislação que de nova não tem nada e que, a exemplo de muitas outras, seu cumprimento e fiscalização parecem ficar restritos às páginas de papel.

O fato é que, mesmo existindo uma quantidade de lombadas dentro dos padrões do Conselho Nacional de Trânsito, cerca de 39% segundo o Departamento de Sinalização Viária (DSV) bauruense, a maioria esmagadora - 61% - ainda desrespeita a resolução do órgão que as regulamenta.

Por essa razão, cabe ao Poder Público local tomar providências urgentes para que o sistema viário fique livre de tais obstáculos que, em princípio, servem para salvar vidas.

O diretor do DSV, Nelson Lira, reconhece o problema e argumenta que tal iniciativa já vem sendo realizada na atual administração, que estaria até adquirindo uma máquina especializada na remoção das lombadas irregulares.

Os motoristas agradecem, mas esperam que a retirada seja feita na mesma velocidade com que os congressistas se mobilizam para aprovar aumentos de impostos. Afinal, “dura lex, sed lex”, ou seja, a lei é dura, mas é a lei. E, como tal, deve ser cumprida.

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