Entrelinhas

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• Cansaço salarial

A direção da Emdurb deu uma canseira na ECCB nos últimos dias até descobrir alguma forma de colaborar para que os mais de 700 funcionários não ficassem sem receber o salário de maio. É que os funcionários não receberam pelos 19 dias do mês trabalhados e a empresa foi à Justiça para receber R$ 461 mil da Emdurb pelos serviços prestados no mesmo período.

• Destempero

Durante todo o dia de ontem, a direção da Emdurb acompanhou a movimentação. No início da tarde, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Elias Pinheiro, se destemperou e criticou a empresa municipal pelo atraso no pagamento dos salários. Curiosamente, o sindicalista tinha acompanhado reunião da Emdurb com o Ministério Público do Trabalho, onde a empresa tentava garantir o pagamento dos funcionários.

• Garantia judicial

A falta de prudência de Elias Pinheiro ficou clara no final da tarde. Enquanto a ECCB esperava ficar com um cheque de R$ 461 mil, a Emdurb atendeu à determinação da Justiça do Trabalho e depositou o valor em juízo. Com isso, o Ministério Público do Trabalho é que vai garantir o direito dos funcionários. Já o sindicato fica como coadjuvante por ter sabido participar da estratégia.

• Prefeitável

O ex-vereador Rubens Spíndola (PFL), pré-candidato a deputado federal, está com a corda toda. Ele defende Roseana Sarney, diz que votou em Collor para presidente na disputa com Lula e anuncia que o partido tem intenção de lançar o empresário Jair Lott Vieira para prefeito, em 2004. Isso se ele e Dudu não forem eleitos deputados. Para Spíndola, o PSDB e o PFL foram usados na última eleição municipal.

• Funprev

Um acordo poderá garantir que os aposentados e pensionistas não paguem mais a cota da previdência municipal a partir de julho. Outra negociação visa manter a incorporação dos adicionais no salário para o cálculo da aposentadoria. A lei deverá manter o direito para quem já está no serviço público. Quem for admitido depois da lei adere à nova regra e não deverá ter a incorporação.

• Doce lobby

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antonio Sérgio Marsola, e membros da Secretaria de Negócios Jurídicos se reuniram com alguns vereadores anteontem para discutir os vetos do prefeito Nilson Costa (PPS) à lei da Funprev. Segundo se sabe, passaram mel na boca dos parlamentares e os vetos agora devem ser aprovados.

• Não gostou

O vereador Pastor Luiz (PL) não gostou da forma como seu colega Rodrigo Agostinho (PMDB) criticou a mudança de seu voto em segunda discussão, no projeto de lei que garantiria às entidades civis solicitar informações a órgãos públicos. Pastor Luiz votou a favor em primeira discussão e, na segunda, se posicionou contrariamente.

• “Palhaçada”

Rodrigo Agostinho classificou a mudança como “palhaçada”, o que irritou o vereador do PL. “Mudei o meu voto porque tenho que agir de acordo com o que acho correto”, esbravejou. Pastor Luiz diz que o peemedebista “jogou muito pesado” ao tecer comentários ácidos sobre o episódio. Coisas de neófitos em Poder Legislativo.

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