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'Só se não estão chegando lá'


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Com a municipalização da saúde as unidades básicas passaram a ser abastecidas com a maioria dos medicamentos necessários para o tratamento de qualquer doença. Para exemplificar vejamos o que ocorre com as drogas para enfermidades do sistema uro-genital que é a nossa especialidade. Receitamos diariamente e os pacientes encontram sem dificuldade nas unidades de saúde: antibióticos, inclusive os da última geração, antiinflamatórios, analgésicos, anti-hipertensivos e medicamentos para o tratamento de doenças da próstata, entre outros.

Esta é a razão pela qual o ex-ministro da saúde, José Serra, ao responder recentemente a uma cobrança, que estavam faltando remédios nos postos, respondeu: “Só se não estão chegando lá”. Foi vaiado injustamente, por um vozerio orquestrado. Os que protestavam gritando deveriam saber, antes de mais nada, que a municipalização da saúde é tripartite, universal e igualitária, portanto é da responsabilidade dos três poderes - União, Estados e Municípios. Assim, foram injustos e infelizes porque vaiaram também os seus governadores e os seus prefeitos.

Além disso, os costumazes contestadores precisavam saber também que o Ministério da Saúde, através do Sistema Único de Saúde (SUS) presta assistência médica hospitalar à população economicamente incapaz. Segundo dados oficiais o SUS investiu no ano passado R$ 19,3 bilhões. Vale lembrar que o SUS cobre as despesas com a quase totalidade dos transplantes de órgãos, sendo que com respeito aos transplantes de rim o Brasil figura em 2.º lugar no mundo, com 3 mil cirurgias ao ano. Merece destaque também o programa especial de tratamento dos tumores malignos da próstata e o chamado mutirão da próstata para as cirurgias de hiperplasias benignas. Campanhas outras de prevenção e vacinações existem de forma contínua, bem como o programa de saúde da família e a assistência à saúde mental, que somente com internações em hospitais psiquiátricos o governo gasta R$ 448 milhões, por ano.

Outra iniciativa feliz do Ministério da Saúde em parceria com o MEC foi a criação da Residência Médica remunerada. São milhares de profissionais que, com bolsas de estudo oficiais, prestam relevantes serviços nos hospitais credenciados, ao mesmo tempo que se especializam. Por fim, é oportuno lembrar que o bom atendimento hospitalar implica em despesas extras conforme ocorreu recentemente, quando o Ministério da Saúde destinou R$ 5,025 milhões para a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo adquirir equipamentos para 13 hospitais e 12 prontos socorros da capital paulista, visando melhorar o atendimento nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Após este breve relato que é fruto de nossa vivência, há longos anos, na área médica e embasado em dados comprovado, podemos afirmar que nunca se fez tanto pela saúde pública em nosso país. (Dr. Pedro Teruel Romero é Docente da Famema)

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