Economia & Negócios

Sindtran quer 3º turno nas operadoras de transporte

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Bauru (Sindtran), Elias Pinheiro da Silva, solicitará uma reunião na subdelegacia do Ministério do Trabalho (MT), juntamente com órgãos competentes, para pedir a implantação do terceiro turno de trabalho nas três operadoras do sistema de transporte coletivo da cidade.

A estimativa do sindicato, segundo Silva, é de que poderiam ser criados cerca de 200 postos de trabalho, entre motoristas e cobradores, com o terceiro turno implantado em todas as empresas que operam em Bauru atualmente - Cidade Sem Limites (TUA), Baurutrans (Kuba) e Grande Bauru.

De acordo com o presidente do Sindtran, essa seria a melhor forma de promover aumento de vagas no mercado. A medida também iria de encontro à situação de desemprego em que ainda se encontram cerca de 250 trabalhadores que pertenciam ao quadro da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), que encerrou suas atividades no dia 19 de maio, sendo substituída pela Grande Bauru.

Estresse

“Além de resultar na criação de mais vagas, a implantação do terceiro turno também permitirá que os motoristas trabalhem mais descansados e menos estressados, já que o turno passaria a ser de seis horas diárias. Isso é fundamental para o setor e o sindicato está empenhado em lutar com todas as forças para alcançar essa meta”, destaca o presidente do Sindtran.

Para a reunião que o sindicato pretende agendar no MT a partir do próximo dia 17, o objetivo é de que participem representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Promotoria de Defesa da Cidadania, Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), da prefeitura e da Comissão Municipal de Emprego.

“A atividade de motorista exige muito dos trabalhadores no sentido psicológico. Com três turnos e a conseqüente diminuição da carga horária diária para esses profissionais, estará sendo preservada a saúde deles e a própria segurança dos usuários do sistema de transporte coletivo”, avalia Silva.

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