Economia & Negócios

Rescisões na ECCB seguem previsão

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Bauru (Sindtran), Elias Pinheiro da Silva, confirmou que anteontem começaram a ser feitas as rescisões de contrato dos ex-funcionários da ECCB. “Pelo movimento, acredito que conseguiremos cumprir a previsão de fazer 50 homologações por dia, começando pelos 250 trabalhadores que não foram absorvidos pela Grande Bauru e ainda estão desempregados”, diz Silva.

De acordo com ele, existe um compromisso por parte da Grande Bauru com o sindicato de que os trabalhadores da ECCB sejam preferencialmente contratados à medida em que a empresa precisar aumentar seu quadro de funcionários. Por ora, do total de 747 empregados que pertenciam à ECCB, 446 foram contratados pela operadora que a substituiu. Entre eles, a maioria são motoristas e cobradores.

O gerente da Grande Bauru, José Antônio Jacomelli, diz que é possível que a empresa ainda contrate mais funcionários. Nesse cálculo, outros cerca de 24 trabalhadores oriundos da ECCB seriam chamados. A grande diferença entre as duas empresas é que a antiga operadora trabalhava com uma média de 6,6 funcionários por carro circulante. Já a Grande Bauru utiliza a média nacional, que é de 4,2 empregados por carro. A nova operadora possui 113 ônibus em operação e 11 na reserva.

Trabalhadores da ECCB que ainda estão desempregados vivem uma situação difícil. Otávio Luís Amaral, 33 anos, é casado, tem dois filhos e está precisando da ajuda do pai para sobreviver. Ele ficou durante oito anos como motorista na empresa. “A minha renda era a única da família. Fiz o cadastro na Grande Bauru e continuo aguardando eles me chamarem, mas não posso ficar muito tempo sem emprego. Minha situação é crítica”, comenta.

Já alguns que estão em fase de aposentadoria, decidiram encerrar de vez a carreira. É o caso de Airton Nunes, 61 anos de idade. Ele trabalhou como motorista na ECCB durante 23 anos e se aposentou em 1995.

“Depois que me aposentei, ainda tinha saúde boa e preferi continuar trabalhando. Agora vou largar a profissão de vez e deixar a minha vaga para algum jovem que esteja precisando”, afirma o consciente Nunes.

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