Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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• UM ALERTA

A possibilidade de uma segunda fase sem a presença de algumas seleções favoritas, como França e Argentina, serve mais como alerta do que como estímulo para os jogadores brasileiros. Eles afirmaram que o Brasil pode se aproveitar da sua maior tradição em Copas do Mundo desde que jogue com empenho e evite o “salto alto”. O zagueiro Lucio é mais radical que os companheiros e acredita que a Seleção Brasileira não pode achar que é favorita contra seus adversários, mesmo que eles tenham menor tradição no futebol. Lúcio tem razão, porque mais que nunca, fica provado que tradição não interessa. Os 90 minutos em campo é que contam. Mas apesar de o respeito ao adversário ser importante, não está dificil a conquista do penta na Copa da ruindade, como o Mundial é chamado por Nelinho. De acordo com o lateral-direito da Seleção Brasileira nos Mundiais de 74 e 78, não há nada de positivo na Copa de 2002, e nesta ruindade toda, o Brasil ainda é quem tem os melhores jogadores e poderá ser campeão pela quinta vez. Nelinho afirmou que esta Copa vai ficar na história como uma das piores de todos os tempos. Caso nossa Seleção fracasse, um dos principais culpados seria Luiz Felipe Scolari, que insiste no 3-5-2, um esquema não tem nada a ver com o futebol brasileiro. Escalar três zagueiros contra turcos e chineses é brincadeira. De qualquer forma, a eliminação precoce dos atuais campeões, e da melhor seleção nas Eliminatórias sul-americanas, serve mesmo de alerta.

• DECLARAÇÃO INFELIZ

A extrema direita francesa usa derrota da seleção como propaganda política. Depois da carta enviada pelo presidente francês, Jacques Chirac, ao capitão Desailly, foi a vez de um dos principais nomes do Movimento Nacional Republicano, Jean-Yves Le Gallou, manifestar-se sobre a eliminação do time na Copa. Se Chirac lamentou a derrota, mas lembrou dos títulos em 1998 (Copa do Mundo) e 2000 (Eurocopa), Gallou foi incisivo e ácido nos comentários, fazendo algumas ligações entre a campanha ruim da seleção e a situação política do país. O político francês reacionário criticou a política de imigração e fez uma declaração carregada de preconceitos raciais, lembrando que a maioria dos jogadores da Seleção Francesa é formada por atletas de descendência estrangeira.

• EXAGERO

As cidades japonesas de Hiroshima e Toyota cancelaram a transmissão pública da decisiva partida do Japão contra a Tunísia, nesta sexta-feira. A medida foi tomada como prevenção para conter os “excessos” dos torcedores japoneses ante à possibilidade da classificação da equipe do país para as oitavas-de-final. Em Osaka, onde será disputada a partida, a polícia japonesa colou cartazes em português, inglês, japonês e chinês pedindo ao torcedores que não se atirem no rio Dotombori. No último domingo, centenas de torcedores, eufóricos com a primeira vitória do Japão em Copas, se atiraram ao canal.

• CAMPEÃO

O Tilibra/Copimax voltará a enfrentar a Uniara nesta sexta-feira, mas não temos dúvida que já é campeão brasileiro de basquete. Ontem, diante de um público dos mais entusiastas, que lotou a Panela de Pressão, o Tilibra-Copimax conquistou um brilhante - e mais tranquilo do que se esperava - triunfo, marcando 2 a 0 na série melhor de cinco da decisão. Com o resultado positivo, o time dirigido por Guerrinha está a uma vitória de conquistar pela primeira vez a competição. Se vencer a terceira partida do playoff que também será disputada na Panela de Pressão, Vanderlei e companhia garantem o título. Esta foi a quarta vitória da equipe de Bauru em quatro confrontos contra o time de Araraquara no Nacional deste ano - a 21ª vitória em 22 jogos disputados no Ginásio Panela de Pressão na mesma competição.

• ADIÓS MUCHACHOS

No jornal da Rádio Jovem Auri-Verde, ao meio-dia, ouvi o amigo Franco Júnior entrevistar uma jornalista argentina, de “O Clarin”, e fiquei com pena dos platinos. Segundo ela, a eliminação da Copa aumentou ainda mais a dor do povo argentino, que vive numa miséria que não tem tamanho. E por falar em rádio, “Não chores por mim Argentina...”, a popular canção do musical ‘Evita’, foi tocada inúmeras vezes ontem nas emissoras de rádio e televisão do Brasil. Aplaudimos a desgraça esportiva deles especialmente porque aumentam nossas chances pela conquista do penta. Eu, por exemplo, não tenho medo de Alemanha, Itália e Espanha. Sempre trem quando enfrentamos argentinos e holandeses. Mas outro sentimento nos deu grande satisfação: o toque de arrogância dos argentinos, no futebol e fora dele. A imprensa de lá sempre tirando sarro na gente, ironizando. Quem passou férias nos últimos anos em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis e Camboriu, deve estar festejado o tropeço do país vizinho na Copa.

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