Polícia

PM quer intensificar blitz

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar tem atuado no combate a roubos a coletivos e deverá intensificar as blitze. É o que garante o tenente Hudson Covolan, comandante do Tático 4. Ele afirma que de janeiro a maio deste ano, as abordagens a ônibus feitas pelo Tático 4 cresceram cerca de 80%.

“A PM está preocupada; não está inerte. Estamos trabalhando nesse sentido. Deve haver uma contribuição da Polícia Militar, da Polícia Civil, das empresas de ônibus e da população no combate a esses crimes”, acredita o comandante.

Covolan afirma que as empresas operadoras do transporte coletivo em Bauru não têm dado a contrapartida. Elas estariam deixando de seguir as orientações policiais.

A primeira orientação importante é que sejam instaladas câmeras de vídeo nos ônibus. Elas facilitariam a identificação dos criminosos, o trabalho investigativo e preventivo. â€œÉ uma ferramenta fenomenal nesse sentido”, enfatiza.

Outra sugestão da PM é para que os passes sejam inutilizados com um carimbo ou perfuração após o uso. Covolan alerta também para que os cofres sejam reforçados. “Hoje, os cofres restringem-se a latas que são facilmente arrombadas com um pedaço de ferro”, alerta.

Manter pouco dinheiro no caixa e não abandonar os ônibus nos pontos finais para ir a um bar próximo, por exemplo, são outras medidas preventivas. “Além disso, os pontos finais devem ser colocados em ruas de maior movimento, perto de comércio ou de um posto que fique aberto”, sugere Covolan.

A demora na comunicação da ocorrência é um fator que dificulta a captura dos criminosos, segundo o tenente. Ele afirma que, após o roubo, os motoristas não devem seguir viagem, mas parar o veículo e acionar a polícia. Em poucos minutos, podem ser fornecidas informações essenciais para a busca.

“Se a polícia é acionada depois do percurso todo, o assaltante já está longe e fica difícil localizá-lo”, explica.

A população também tem uma parcela de responsabilidade nessa mobilização contra os assaltos a ônibus, na opinião do comandante. “Que os moradores dos bairros auxiliem a identificar o autor do crime, fazendo uma denúncia anônima”, pede.

Nas abordagens feitas pelo Tático 4, que duram cerca de dez minutos, invariavelmente os passageiros reclamam pela espera. “Pedimos à população que entenda nosso trabalho”, reforça.

De janeiro a maio, foram feitas 679 abordagens pelo Tático 4 da PM em Bauru. Em janeiro, foram realizadas 98 blitze. Esse número passou para 175 em maio.

â€œÉ impossível que as viaturas abordem todos os ônibus. É preciso também de um pouco de sorte para pegar os assaltantes na linha e no horário certo. Mas com certeza vamos aumentar a incidência das abordagens”, garante Covolan.

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