Entrelinhas

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• Pauta quente

A sessão da Câmara Municipal de Bauru, hoje, promete ser das mais interessantes. Assuntos picantes e controversos não faltam. Na pauta, por exemplo, está um projeto de lei do prefeito Nilson Costa (PPS) que autoriza o Poder Executivo a destruir documentos inservíveis.

• Caldo de galinha

Alguns vereadores da oposição estão preocupados com essa história de destruir documento. A matéria já foi sobrestada por uma sessão para averiguações. Não será de se estranhar se a votação for adiada novamente, já que a Casa quer pisar em solo firme antes de decidir.

• Preservação

Talvez fosse interessante enviar esses documentos a um dos núcleos que arquivam a história de Bauru - Núcleo Histórico da USC e o Instituto Histórico Antonio Eufrásio de Toledo. Caso os papéis sejam mesmo inservíveis, até para a história, poderiam ser destruídos após checados.

• Touca higiênica

Outro projeto de lei na pauta de hoje é do vereador Faria Neto (PDT) e torna obrigatório o uso de touca higiênica descartável no transporte de passageiros com moto - os mototáxis. A touca deve ser descartável e com proteção facial, segundo propõe o vereador.

• Custo da touca

Até agora não se tem notícia de manifestações contrárias por parte dos mototaxistas, mas é possível que haja, uma vez que a touca deve ter um custo, o que diminuiria a margem de lucro destes profissionais. A não ser que o projeto preveja uma saída que não onere os mototaxistas.

• Pontos vagos

E por falar nisso, o vereador Toninho Garmes (PSDB) vai falar na tribuna sobre a situação das vagas nos pontos de táxi de Bauru. Há denúncias de mau uso e até de venda, o que a lei não permite. Nesta edição, há uma matéria sobre o assunto, na página 4.

• Cidade limitada

Assunto que também pode dar pano para manga na oposição é a falta de planejamento do DAE quanto ao abastecimento de água na zona leste da cidade. Conforme o JC apurou (e veiculou na edição de ontem), 1.348 casas estão deixando de ser construídas porque o DAE simplesmente não tem água para fornecer.

• Chances de Collor

O ex-presidente da República Fernando Collor de Melo conta com 60% das intenções de voto se decidir disputar uma vaga de senador, mas estas caem a 50% no caso de se apresentar ao cargo de governador do Estado de Alagoas, segundo a revista Veja.

• Acordo trabalhista

O ex-presidente que renunciou a seu cargo em dezembro de 1992, pois seria cassado por corrupção, estaria negociando uma aliança para assegurar sua candidatura, que passa pelos partidos que apóiam o candidato Ciro Gomes, do Partido Popular Socialista (PPS, ex-comunista). Esses partidos são o PDT e o PTB.

• Quércia ao Senado

O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, foi indicado ontem pelo PMDB paulista para concorrer ao Senado, durante a convenção estadual. Dos 1.052 delegados esperados apenas 640 compareceram, mas o quórum foi registrado. Publicamente, Quércia defende uma aliança branca com o PT, uma vez que oficialmente o PMDB nacional fechou com o PSDB, de José Serra.

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