Santa Cruz do Rio Pardo - Apesar do orçamento participativo ser uma iniciativa que, na teoria, visa abrir espaço para a participação popular, nem todo mundo se mostra convencido de sua eficiência. O vereador José Antônio Fonçatti (PTB) é um exemplo.
Na opinião dele, o programa é muito bonito no papel, mas na prática não está funcionando. “No fundo, é tudo uma enganaçãoâ€, sentenciou o vereador. Fonçatti é advogado e faz parte da bancada de oposição ao prefeito Adilson Mira (PSDB).
Ele confirmou a viagem do prefeito para Porto Alegre, para conhecer melhor o programa, e a realização de reuniões plenárias. Mesmo assim, não vê grandes resultados disso.
“Até agora, não vejo nada nesse orçamento participativo que tenha sido revertido em benefício de Santa Cruzâ€, opinou ele.
Fonçatti também concorda que o maior problema da cidade é a falta de dinheiro para colocar em prática as reivindicações dos moradores. “Nosso município não arrecada o suficiente para atender a todos os pedidos do orçamento participativoâ€, disse.
A não ser que a prefeitura consiga verbas estaduais ou federais, Fonçatti não acredita que a prefeitura conseguirá colocar em prática seu programa.
Mas mesmo que houvesse dinheiro para as obras, o vereador não considera importante a participação da comunidade na elaboração do orçamento. Segundo ele, todo prefeito deveria enxergar com clareza quais são as prioridades de cada região da cidade.
“Se eu fosse o prefeito, eu saberia quais são as reivindicações de cada bairro, não haveria a necessidade de trazer a comunidade para uma discussãoâ€, alfinetou.
Fonçatti foi além e disse que a decisão de Mira em adotar o orçamento participativo foi tomada porque o prefeito tem simpatia pela ideologia partidária do PT, embora seja filiado ao PSDB.
“Tudo o que o PT faz em outras cidades ele adota em Santa Cruzâ€, declarou.