Regional

Programa do HAC deve ser modelo

Da Redação
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Jaú - O Programa de Prevenção do Câncer do Colo do Útero desenvolvido pelo Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú, poderá ser adotado em outros Estados do País. O programa é considerado uma alternativa eficiente e de baixo custo para reduzir os índices de mortalidade da doença, que deve fazer novas vítimas em 2002, com 17,6 mil novos casos e 4 mil mortes, segundo previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Durante o I Encontro Nacional de Primeiras-Damas dos Estados e Municípios, encerrado ontem em Brasília, a palestra da coordenadora do programa, médica Lenira Maria Queiroz Mauad, chamou a atenção das mulheres participantes que manifestaram interesse em implantar iniciativa simular em seus municípios, informou a assessoria de imprensa do HAC.

Iniciado em 1994 pelo Hospital Amaral Carvalho, dois anos depois o programa recebeu o apoio da Secretaria Municipal da Saúde, de Jaú, que expandiu o programa para a rede básica de saúde.

Atualmente, a prevenção do câncer do colo do útero está presente em vários municípios da região de Jaú, bem como nas Unidades Avançadas do Hospital Amaral Carvalho em São Carlos, Rio Claro, Santa Cruz do Rio Pardo, Itararé e Osvaldo Cruz.

Estatísticas

Em oito anos de programa, segundo a assessoria de imprensa, foram cadastradas 29.818 pacientes e realizados 48.626 exames. No ano passado, o índice de cobertura foi de 35% das mulheres na faixa etária de risco (35 a 49 anos), enquanto a média do Brasil é de 7%.

De acordo com a médica Lenira Mauad, desde o início do trabalho, foram registrados 748 lesões, 173 casos de tumores pré-invasivos, 18 em estadiamento inicial e dois tumores em estágio avançado. “Além disso, quatro mulheres com lesão pré-tumoral foram tratadas a tempo e engravidaram. São os filhos do programa”, comemora.

Em cinco anos, foi observado pelo Setor de Ginecologia do Hospital Amaral Carvalho, uma melhora no grau de evolução da doença no momento do diagnóstico. “Houve um aumento no número de mulheres com lesões na fase pré-tumoral e diminuição de casos em estágios avançados”, afirma a médica.

Os casos mais graves foram verificados em mulheres de outras regiões, enquanto as mulheres da área coberta pelo programa apresentaram com resultados na fase inicial.

Lenira assinala que os trabalhos de prevenção do câncer do colo do útero são oportunidades valiosas para que os serviços de saúde realizarem outras ações. Neste sentido, citou as orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis, auto-exame da mama, métodos contraceptivos etc.

A coordenadora do programa destacou a atuação das voluntárias que atuam na multiplicação de informações e colaboram nas campanhas pontuais para divulgação do exame de Papanicolaou.

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