• AQUI, O COMEÇO
Rivaldo começou a se destacar no futebol em 1991. Naquele ano, disputou a Copa São Paulo de Juniores pelo Santa Cruz, jogando no Estádio Alfredo de Castilho - Bauru foi uma das sub-sedes da competição. O presidente Wilson Barros, do Mogi Mirim, ficou encantado com os garotos pernambucanos e logo após a Copa SP contratou quase o time todo. Foram para o “Sapãoâ€, a infernal dupla Válber-Rivaldo, mais Luís Simplício, Leto, Lelis e outros três, cujos nomes não me lembro mais. Rivaldo foi, dentro de campo, um dos artífices do famoso time do Mogi Mirim, apelidado “Carrossel Caipiraâ€. Fora das quatro linhas, quem brilhava era o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, hoje na Ponte Preta. O último ano de Rivaldo no Mogi foi no Paulistão de 93, quando fez aquele gol na vitória sobre o Noroeste, do meio-campo, após ser dada a saída. Eu estava lá e vi o goleiro Ronaldo levar o gol num chute por cobertura. Depois, Rivaldo foi para o Corinthians e em seguida atuou no Japão; retornou ao Brasil para defender o Palmeiras - na sequência, Deportivo La Coruña e agora, no Barcelona. Em 99, foi o melhor jogador do mundo, e a conquista do penta, na Ásia, coroou sua brilhante carreira. É dono da Esportiva de Guaratinguetá, em sociedade com César Sampaio.
• O DESTAQUE
A primeira rodada da Copa dos Campeões, realizada na noite de quarta-feira, teve 20 gols marcados em oito jogos, o que dá uma média de 2,5 por partida. O jogo com maior número de gols foi o empate de 3 a 3 entre Vasco e Atlético Mineiro, quando Guilherme marcou os três gols do Galo e ocupa a liderança isolada da artilharia. Mas o time que mais gols fez na primeira rodada foi o Palmeiras, ao golear o Bahia por 4 a 0. Por sinal, o Verdão foi o destaque da rodada inaugural. Goleou e jogou muito bem. Merecia mais gols ainda. Já o Corinthians, não foi além de um empate contra o Paysandu (1 a ), mas o resultado não foi ruim. O Papão é quase imbativel em Belém, além de ser um forte time. No primeiro semestre conquistou o tricampeonato do Pará e a Copa Norte. Já São Paulo e São Caetano estreiaram com derrota. O Tricolor vinha jogando bem, mas se complicou no segundo tempo e acabou perdendo para o Vitória, enquanto o Azulão, mais preocupado com a Taça Libertadores, foi batido pelo Goiás.
• CAMISA
Apesar de negociar seu retorno ao Flamengo, o atacante Romário continua prestigiado no Vasco. O clube manteve a decisão de não mais utilizar a camisa 11 em jogos, como uma forma de imortalizar os feitos de Romário no clube de São Januário.
• LEÃO ESPANHOL
Nem bem Rivaldo começou a comemorar o penta e já tem um problema. A Receita Federal espanhola solicita o pagamento de US$ 2 milhões a título de imposto não-pago, de 97 a 99, no que se refere aos contratos com os clubes La Coruña e Barcelona. No ano passado, o problema quase tirou o brasileiro do Barça. O leão espanhol aceita que apenas 15% do salário declarado seja por direitos de imagem (cujo imposto é de apenas 20%). Mas Rivaldo alegou ter recebido mais do que isso, o que não é aceito pelo governo da Espanha.
• CRAQUE ROUBADO
Diop, o astro da Seleção Senegalesa na Copa do Mundo, foi vítima de um roubo durante uma cerimônia em sua cidade natal, Rufisque. O homem que assombrou a França com um gol na partida de estréia teve sua bolsa roubada, com dois telefones celulares, passaporte, chaves do carro e 460 euros (450 dólares) em dinheiro. O atacante de 24 anos, que tem contrato de cinco anos com o francês Lyon, foi condecorado ontem como o primeiro cidadão honorário da cidade.
• DOMÍNIO
André Sá está fora do Torneio de Wimbledon, ao ser batido pelo experiente tenista britânico Tim Henman. Mas o garoto brasileiro fez bonito, porque não é fácil chegar às quartas-de-final de um Grand Slam, principalmente o londrino, que é disputado em quadra de grama. Bonito mesmo fazem as americanas Williams. As irmãs Venus e Serena seguem dominando o tênis feminino mundial. Depois de terem se enfrentado na decisão em Roland Garros, vencida por Serena no mês passado, as duas tenistas se classificaram para a grande final em Wimbledon.
• É ASSIM MESMO
Manchete de ontem, da edição de esportes do Jornal da Tarde:â€Um massacre como homenagemâ€. O olho: “Seleção teve de ir a Brasília a contragosto. Jogadores enfrentaram mais de 40 horas de desfile. E quando ficaram exaustos, às 3h30 da manhã, foram apedrejados no Rioâ€. A mão que afaga é a mesma que apedreja, acrescento.
• FOLGA
Depois de muito trabalho no primeiro semestre, principalmente com a Copa do Mundo, estou tirando uns dias de folga. Um abraço, até a volta.