Tribuna do Leitor

Dois cegos: um que não enxerga e outro que não vê


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No Brasil há dois tipos de cegos: um é aquele que não enxerga, enquanto o outro é aquele que não vê. O que não enxerga é porque nasceu cego ou perdeu sua visão por algum motivo, enquanto que o outro, o que não vê, é aquele que vive sendo enganado e explorado servindo de degraus para a subida dos que vêm os caminhos da vitória. O primeiro não enxerga e o segundo não vê. O segundo, o que não vê, é a inspiração desta carta.

O assalto à escola pública foi o que me chamou a atenção no jornal de quarta-feira, dia 03/07/02. A escola pública é um bem nacional feito para abrir os olhos do povo, levando educação e cultura para qualquer que seja a classe social. Os indivíduos que a assaltaram estavam cegos, pois seria através desta escola ou de outra que eles conseguiriam a visão para caminharem nos caminhos da vitória; preferiram o caminho da derrota. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso é o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem (Mat. 7:13-14).”

Este é um gravíssimo problema que o país enfrenta: a falta de respeito com as escolas públicas, professores e funcionários, que parte de uma certa camada da população, os cegos, que não têm olhos para verem que as escolas são os olhos abertos de uma nação. (Marcelo Carneiro - RG. 25.312.575-3)

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