Quem não sabe o que fazer no feriado de amanhã, pode optar por uma opção cultural e prazerosa. O Museu Histórico Municipal de Bauru abre amanhã a exposição “Bauru na Revolução de 32â€, em homenagem aos ex-combatentes. A mostra segue até o dia 31 de agosto.
Diversos materiais entre fotos, capacetes, medalhas, espadas, livros, jornais da época, mochilas, cantil, distintivos de lapela, diplomas e o monumento do Soldado Constitucionalista estarão expostos para quem quiser visitar e viajar no tempo.
Além do Museu Histórico, o Museu Ferroviário Regional- os dois ligados à Secretaria Municipal de Cultura - funciona normalmente no feriado de amanhã. O Museu Histórico funcionará das 13h às 17h.
O Museu Ferroviário abre o seu espaço para que toda a população conheça a história das ferrovias que marcaram o desenvolvimento da região, além de contar com a exposição “Braços de Ferroâ€, que homenageia os ex-ferroviários de Bauru.
Combatentes bauruenses
Em Bauru, o primeiro voluntário a inscrever-se para o levante foi Antônio Gonçalves Fraga, que era prefeito na época. Os outros foram Paulino Raphael e João Correia Neves, que tomaram as providências com relação a guarda da cidade, como o alistamento de voluntários.
De Bauru partiram batalhões de voluntários para as divisas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e para o Estado de Mato Grosso. Várias cidades da Zona Noroeste e Paulista, como Penápolis, Birigüi, Araçatuba enviaram voluntários encaminhados para Bauru, que contou também com a participação de índios Araribá na luta.
Dias após a Revolução, as sociedades de Bauru passaram a organizar comissões de emergência, para agilizar a distribuição de alimentos. Foi criado também um curso de curta duração e básico sobre enfermagem, que teve grande procura das mulheres bauruenses e de cidades vizinhas.
Três bauruenses morreram na luta pela constituição do Brasil: Rubens Fraga de Toledo Arruda (Rubens Arruda), Alfredo Ruiz e Agenor Alves Meira (Agenor Meira), que foram homenageados com nome de ruas em Bauru.
Atualmente Bauru homenageia seus ex-combatentes com um monumento ao lado do Velório Municipal. O monumento em granito contém a seguinte inscrição: “Não importa quem éramos, somos irmãos na glóriaâ€.
Monumento
Terminada a Revolução Constitucionalista de 1932, foi iniciada uma grande campanha visando angariar fundos necessários à edificação de um monumento que registrasse, para sempre, aquele movimento, bem como a participação do jovem bauruense e o respeito de toda Bauru aos que faleceram em diferentes campos de batalha.
Exatamente no dia 9 de Julho de 1936 que ocorreram as solenidades de rara emoção, com a entrega do monumento, agora localizado ao lado do Cemitério da Saudade.
Quando Getúlio Vargas veio a Bauru, em 5 de novembro de 1947, na época candidato ao Senado, houve uma manifestação de repúdio por parte dos estudantes, quando lá colocaram fitas pretas, flores e velas em sinal de luto.