Entrelinhas

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• Oito horas

A sessão que votou as contas de 1998 da Prefeitura de Bauru durou quase oito horas, ontem, na Câmara. A reunião foi feita sem intervalos. Alguns vereadores aproveitaram a suspensão dos trabalhos para aguardar a presença do advogado de Izzo Filho e foram matar a fome. O vereador Toninho Garmes (PSDB) chegou a reclamar, pedindo uma pausa para um lanche, mas desistiu da idéia.

• Estratégia

O advogado de defesa de Izzo Filho não compareceu. Izzo enviou uma carta abrindo mão de se pronunciar. Nilson Costa contou com o advogado Valdomir Mandaliti, que abordou questões técnicas e de apelo emocional para defender o prefeito. Mandaliti disse que a rejeição das contas geraria um prejuízo muito forte para a carreira política do prefeito. Seriam cinco anos inelegíveis por causa de 94 dias de mandato.

• Sem modéstia

O prefeito contou com a valiosa colaboração da bancada de situação para se livrar da rejeição das contas, além do reforço de alguns secretários. Um deslize, porém, foi perceptível. Ao prestar depoimento, o prefeito afirmou: “Sem falsa modéstia, acho que nosso governo mereceria um voto de aplauso e não um puxão de orelhas”.

• Colaborações

O prefeito acabou contando com colaborações importantes durante a votação. E até Izzo ajudou. Porque o ex-prefeito não enviou advogado nem se defendeu. Sua presença poderia mudar o rumo da sessão. Izzo poderia atacar tanto Tidei quanto Nilson.

• Muita conversa

O tempo foi bem usado por nilsistas para conversas ao pé-do-ouvido. Arlindo Figueiredo, por exemplo, foi escalado para um bate-papo com José Santana (PV). Mandaliti reforçou pontos importantes da matéria em votação com Luiz Carlos Valle (PSB) e, de lobby em lobby, o resultado final foi bom para Nilson.

• Essência da questão

Havia pontos a serem atacados pela oposição na sessão, mas faltou clima político e habilidade para tornar o quadro desfavorável ao prefeito. A aprovação do voto em destaque deu o sinal que faltava para que Nilson se livrasse da rejeição. O não repasse de verbas ao Seprem foi citado, mas pouco explorado.

• PPS apóia Izzo

O PPS votou em peso (quase que unanimemente) a favor da rejeição do relatório do TCE que havia condenado as contas de Izzo Filho. Ou seja, Walter Costa, Leandro Martins e Osvaldo Paquito votaram a favor da aprovação das contas do ex-prefeito. No partido do prefeito, apenas Edmundo Albuquerque apoiou a decisão do TCE.

• Outdoors

A Justiça Eleitoral realizou ontem à tarde a distribuição dos pontos de outdoors em Bauru. A julgar pela presença de representantes dos candidatos e pelo número de pontos disponíveis, haverá a necessidade de um segundo sorteio. A previsão é que ocorram sobras de pontos. Se isso se confirmar, elas serão distribuídas no dia 19.

• Café do JC

Depois de se tornar um verdadeiro “estádio” de futebol durante a Copa do Mundo, o café do JC já vive o clima eleitoral, com visitas dos candidatos e assessores. Ontem, o candidato a deputado estadual do PPS, Raul Gomes Duarte Neto, visitou o JC, em companhia de dois de seus assessores de campanha - Reginaldo Tech e Kátia Sampaio.

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