A comunicação é um dos grandes desafios do nosso tempo e ninguém pode afirmar que o tempo foge da competência das Igrejas, encarregadas por Cristo de “pregar sobre os telhados... até os confins do mundo... a grande notícia da salvação.â€
As Igrejas têm consciência de que não conseguirão anunciar o Evangelho sem os meios de comunicação social, veículos onipresentes que exercem profunda influência sobre a opinião pública e na formação dos costumes. Fermento no mundo, a Igreja tem compromisso de criar critérios evangélicos de vida. Tarefa espinhosa, atapetada de obstáculos num mundo materialista, securalizado, semipagão. Os meios de comunicação de massa fazem a cabeça e moldam os corações das multidões, hoje. Não são onipotentes, todo - poderosos, mas impactam avassaladoramente. Marcam. Deixam rastos fundos, indeléveis.
A sociologia vem constatando: há uma crise crescente na qualidade da nossa vida, hoje. A sensibilidade do homem contemporâneo está em declínio. Um dos motivos: excesso de informações, encharcado de sons, imagens, ruídos, palavras, fatos, slogans publicitários, o cidadão não consegue assimilar, digerir e codificar toda essa enxurrada confusa, contraditória.
Desafio visível, diário: buscamos conscientizar os homens, despertar senso crítico. Missão dificílima, ciclópica. As multidões gradativamente desabituam-se a refletir, aprofundar. Por preguiça, cansaço ou desmotivação. Teleguiados, talvez, malevolamente. Muitos cidadãos, desiludidos, buscando amaciar as duras realidades do cotidiano, evadem-se para o mundo fictício das novelas, dos filmes, na tentativa de sobreviver, de esquecer. Uns nacos de sonho ajudam a não sucumbir, acolchoando os horizontes da miséria do sem- futuro.
Que bom seria para a verdade e a paz não fosse apenas sonho, mas ideal concreto em nossa vida, preocupação constante dos veículos de comunicação social, hoje tão poderosos e tão onipresentes da sociedade.
Reflitamos as palavras do padre Fernando Cardoso deixadas no ar pela TV: Não existe neutralidade, todos nós somos influenciados pelos jornais, revistas, televisão, rádio... Cabe a nós separar o lobo do cordeiro e o trigo do joio, examinar e filtrar o que nos serve. (Prof. Izabel Ramos - RG. 4.779.639)