Tribuna do Leitor

Situação do Iamspe


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Na sala de um cosultório médico li no Jornal da APM (março/2002), órgão da Associação Paulista de Medicina/SP, o artigo “O Iamspe entregue à própria sorte”, de Luiz Carlos Aiex Alves, psiquiatra e presidente da Associação Médica do Iamspe. O autor afirma que ao se completar sete anos da mais prolongada administração da história do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (Iamspe), o principal problema da instituição não foi equacionado. O Iamspe sobrevive às duras penas, exclusivamente com 2% da contribuição do funcionalismo e sem a contrapartida do Estado com montante igual aos 2% da contribuição dos servidores. Sem essa participação do Estado, não há como o Iamspe se manter satisfatóriamente, diz.

Ressalta que o Iamspe responde pela assitência à saúde de 750 mil funcionários públicos estaduais. Somado os dependentes, o total se aproxima de três milhões de pessoas - 9% da população do Estado. O orçamento é inteiramente insuficiente para dar conta de suas atribuições. Mesmo assim, o Governo se omite em arcar com a contraparte da contribuição que lhe cabe como empregador. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), realizou no HSPE, a pedido da Associação Médica do Iamspe, da Comissão de Saúde e Higiêne da Assembléia Legislativa e do Ministério Público Estadual, o relatório da fiscalização aponta os graves problemas que enfrenta o hospital

O Iamspe não merece e não pode, por sua tradicção e pela importância que tem na preservação da saúde de centenas de milhares de pessoas, continuar à própria sorte, finaliza o artigo. É estranho o governador Geraldo Alckmin, na condição de médico, ser insensivel às dificuldades no funcionamento do Iamspe. Inconcebível, inacreditável é o seu indiferentismo à assistência à saúde das centenas de milhares de servidores públicos e seus dependentes. Por que? Empresas particulares, grandes, médias e pequenas possuem convênio com prestadoras de serviço médico para atendimento de seu empregados e familiares. Não basta o arrocho salarial imposto aos servidores públicos e os aviltantes salários pagos, mais este descaso para com os funcionários? Por que tanta ojeriza?! (Rodolfo Pereira Lima é professor aposentado do magistério estadual. E-mail:rodolphoplima@ig.com.br)

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