Economia & Negócios

Sindicalista afirma que arrendamento não é prática ilegal


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O presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Waldir Faria de Freitas, admite que pode ter figurado como testemunha no contrato de gaveta em que seu concunhado, Luiz Yucci Kawakami, arrenda uma vaga da táxi na rua Monsenhor Claro. “Eu assino para todos. É normal isso aí”, declara Freitas.

De acordo com o contrato, firmado em maio de 1998, o arrendatário, Pedro Pereira da Silva, teria de pagar R$ 140,00 mensais. Freitas, no entanto, afirma não lembrar do contrato em detalhes. “Se é arrendamento, eu nem leio o que está escrito no contrato inteiro”, afirma o sindicalista.

Freitas revela que está muito “chateado” com a sindicância aberta pela Emdurb para apurar irregularidades no sistema de táxi em Bauru. Na opinião dele, a prática do arrendamento não é ilegal, e os taxistas estão fazendo “tempestade em copo d’água” em torno do assunto. “Onde está escrito, no mundo, que ninguém pode arrendar ponto em Bauru?”, questiona.

O sindicalista conta que, de fato, comprou seu primeiro ponto em 1973, mas não se lembra do modo como adquiriu sua outra vaga e as vagas pertencentes a familiares dele.

Para o presidente do Sindicato dos Taxistas, é normal que haja comercialização de vagas, pois o negócio pode ser feito sem que o órgão fiscalizador saiba que há oneração na transferência. “Eu posso dar (a vaga) por R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 1 mil. Posso dar de graça. Ela é minha”, diz Freitas. E completa: â€œÉ entre mim e o motorista, ninguém precisa ficar sabendo”.

Na opinião de Freitas, uma mudança na legislação - como querem taxistas, vereadores e a Emdurb - seria bem aceita e cumprida à risca pelo sindicato. “Sou a favor de elaborar em conjunto, entre a categoria, sindicato e Emdurb, um bom regulamento”, conclui.

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