O projeto de drenagem urbana da bacia Córrego das Flores, na avenida Nações Unidas, está sendo elaborado pela empresa Argos S/C Ltda. A prefeitura vai pagar R$ 33 mil pelo projeto. A escolha foi feita através de licitação.
O estudo vai embasar a concorrência para as obras que visam eliminar o problema de enchente na avenida a partir da região do Parque Vitória Régia. O projeto vai definir qual a melhor solução técnica para a drenagem. Uma das alternativas pode ser a construção de um piscinão para resolver o problema.
A região da avenida Nações Unidas, sobretudo na altura do viaduto da antiga Fepasa, na baixada, sofre de inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março de cada ano -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mortes.
Segundo Rigitano, o projeto inclui o levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nações Unidas - e sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da ferrovia.
O estudo vai resultar em um relatório com alternativas e custos. “Vamos pesar a alternativa mais barata, a que envolve menos desapropriações, a que é mais rápida executarâ€, explica a secretária. A implementação da obra ainda não tem estimativa oficial de custos, mas especula-se que a prefeitura terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar este projeto.
A secretária diz que se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão. “Drenagem não é obra barata. A intenção é estarmos fazendo alguma coisa para este ano e amenizar o problema da Naçõesâ€, prevê Maria Helena.
A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área. A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.
Maria Helena lembra que o barramento ficaria seco na maior parte do ano. “Ele poderia estar enchendo duas ou três vezes por ano na época das chuvas mais críticasâ€. Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.
A alternativa será estudada pela prefeitura. “O parque estaria inundando em determinados dias da época de chuvas, mas terminou é só limpar a área. Ainda temos a alternativa de fazermos uma obra enterrada debaixo da avenida Nações Unidas, que teria um custo maiorâ€, amplia.