Política

Piscinão do Vitória Régia já tem estudo

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O projeto de drenagem urbana da bacia Córrego das Flores, na avenida Nações Unidas, está sendo elaborado pela empresa Argos S/C Ltda. A prefeitura vai pagar R$ 33 mil pelo projeto. A escolha foi feita através de licitação.

O estudo vai embasar a concorrência para as obras que visam eliminar o problema de enchente na avenida a partir da região do Parque Vitória Régia. O projeto vai definir qual a melhor solução técnica para a drenagem. Uma das alternativas pode ser a construção de um piscinão para resolver o problema.

A região da avenida Nações Unidas, sobretudo na altura do viaduto da antiga Fepasa, na baixada, sofre de inundações e enchentes na época das chuvas - entre dezembro e março de cada ano -, provocando empilhamento de veículos, danos na capa asfáltica e até mortes.

Segundo Rigitano, o projeto inclui o levantamento topográfico da bacia do córrego das Flores - cujo leito canalizado está sob a avenida Nações Unidas - e sondagens em alguns pontos da área, como no Vitória Régia e no viaduto da ferrovia.

O estudo vai resultar em um relatório com alternativas e custos. “Vamos pesar a alternativa mais barata, a que envolve menos desapropriações, a que é mais rápida executar”, explica a secretária. A implementação da obra ainda não tem estimativa oficial de custos, mas especula-se que a prefeitura terá que desembolsar até R$ 1 milhão para viabilizar este projeto.

A secretária diz que se o projeto de drenagem aproveitar a área do anfiteatro Vitória Régia, o gasto poderá ficar abaixo de R$ 1 milhão. “Drenagem não é obra barata. A intenção é estarmos fazendo alguma coisa para este ano e amenizar o problema da Nações”, prevê Maria Helena.

A primeira proposta que surgiu para solucionar o problema de enchentes na avenida Nações Unidas apontou a construção de um piscinão no anfiteatro Vitória Régia, aproveitando o lago que cerca a área. A solução não foi bem aceita por vários segmentos do município e foi motivo de críticas por parte do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, responsável pelo projeto e implantação do Vitória Régia.

Maria Helena lembra que o barramento ficaria seco na maior parte do ano. “Ele poderia estar enchendo duas ou três vezes por ano na época das chuvas mais críticas”. Há uma outra alternativa. Ao invés de se fazer o barramento de cinco ou seis metros de altura, o lago do Vitória Régia seria aproveitado como um todo para acolher as águas pluviais. Com isso, sua cota de armazenamento subiria entre um e dois metros, o que provocaria a inundação de alguns degraus da arquibancada do anfiteatro.

A alternativa será estudada pela prefeitura. “O parque estaria inundando em determinados dias da época de chuvas, mas terminou é só limpar a área. Ainda temos a alternativa de fazermos uma obra enterrada debaixo da avenida Nações Unidas, que teria um custo maior”, amplia.

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