Polícia

Para Sinteib, houve abuso do poder


| Tempo de leitura: 1 min

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Economia Informal, Mário Augusto dos Santos, esteve no local das apreensões de CDs para apoiar os ambulantes. Ele classificou a ação dos fiscais como abuso do poder. “Eles não podem agir assim, não têm o poder de polícia. Precisam se identificar e não podem agir com violência”, diz.

Santos conta que os fiscais foram irônicos com os camelôs e os agrediu verbalmente com palavras de baixo calão. “Trabalhador da economia informal não é malandro. Os fiscais têm que ter respeito pelo cidadão”, cobra.

Os repórteres do JC foram agredidos verbalmente por um dos fiscais que os classificou de vagabundos. Ele tentou retirar a máquina do fotógrafo que registrava a truculência da ação e a ironia com que eles tratavam os ambulantes.

O fiscal só não conseguiu agredir mais os profissionais de imprensa graças à ação imediata dos ambulantes e policiais militares que chegaram ao local. Os fatos foram registrados no 3.º Distrito Policial e deverá gerar uma ação judicial por injúria e constrangimento.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo repudiou a ação em uma moção. “Este sindicato não pode deixar de manifestar o seu repúdio a essas ações e às pessoas que as praticam porque constituem-se em atentado ao livre exercício profissional dos jornalistas. Entendemos que, se o trabalho de fiscalização está em conformidade com a legislação, seu executor poderia ter agido de forma a esclarecer o público-alvo, bem como os profissionais”, diz a nota.

O sindicato lembra que todos os envolvidos nos fatos estavam trabalhando, porém, faltou respeito ao trabalho dos jornalistas, aqueles que têm como missão manter a sociedade informada.

Comentários

Comentários