O dia estava calmo e o vento amenizava o forte calor. Encerradas as atividades da parte da manhã, resolvi serrar o rango na casa do papai. Saboreei meu prato predileto; salada de alimentação e omelete. Satisfeito com a reposição das calorias, resolvi seguir os conselhos do médico Dráuzio Varella e tirei uma rápida sonequinha no sofá da sala. O sonho veio rápido e adentrando ao túnel do tempo voltei ao passado. Vi a loucura do mero, o arrependimento mortal de Judas, a insanidade do Calígula, a luta da elite brasileira contra o fim da escravidão, a Skarlab e o Vitor Hugo do Noroeste perdendo aquele pênalti contra o Guarani.
De repente, despertei meio sonâmbulo. Com os olhos mais fechados que aberto, vi um barbudinho berrando e ao fundo uma sinfonia do Beethoven. Como estava apenas despertando, logo imaginei ao ver a cena na TV que a Rede terrorista Al Qaeda tivesse enfim vencido a grande luta do mal contra o “Bemâ€. Seguindo George Busch. Até pensei, lá se foi aquela feijoada acompanhada de caipirinha e já me preparava para virar pra Meca quantas vezes fosse necessário ao dia.
Acordado de vez, pude ver que se tratava simplesmente do horário eleitoral gratuito e o barbudinho era o hilário e folclórico Eneas. O candidato predileto dos rebeldes sem causa.Como peguei no final, perguntei ao meu irmão o que achou do primeiro horário político. Serrista roxo, ele ficou indignado ao saber que a Petrobras vai construir três plataformaa fora do Brasil e criar 25.000 emprego pros estrangeiros. Sabendo que Serra é aliado de FHC, ele mudou de voto. Agora é Lula. Quem foi que disse que o horário político não muda os votos das pessoas? E pobre Serra, perdeu mais um.
PS: A minha idoneidade, honestidade e passado político foram abonados pela Justiça e pelos meus próprios inimigos políticos. Portanto, tenho moral pra criticar e denunciar o que quiser. E desafio alguém a provar o contrário. (Pedro Valentim - RG. 19.198.011-0)