Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

A participação dos carros populares nas vendas totais de veículos deve cair dos atuais 75% para 50% nos próximos anos, em razão da redução este mês, de 25% para 16%, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros com motor entre 1.0 litro e 2.0 litros.

A opinião é do presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel. “Estrategicamente, a mudança no IPI é o mais certo para o País”, sustentou. Em sua avaliação, a alteração na cobrança do tributo vai contribuir para a rentabilidade das montadoras e para as exportações de veículos brasileiros porque as empresas vão ganhar escala para produzir carros de maior valor agregado.

“Os populares fizeram todos mais infelizes do que felizes no Brasil - a exceção da Fiat”, afirmou o executivo, em referência à montadora italiana que era contrária à alteração no imposto por concentrar a maior parte de suas vendas nos modelos populares.

Para Demel, o novo IPI também trará importantes mudanças no linha de produtos no mercado. Os carros com motor 1.0 turbo e com compressores, que chama de “populares astronáuticos”, tendem a desaparecer, em sua opinião. A indústria deverá concentrar sua produção de veículos 1.0 em carros com motor de 8 válvulas, e não mais de 16 válvulas, comercializando assim automóveis 1.0 mais baratos para permitir o aumento das vendas de veículos com motorização superior a 1.0 litro.

Em sua opinião, entretanto, a alteração no IPI não deverá acarretar o crescimento dos volumes de vendas de veículos no mercado brasileiro. “Só com muita sorte repetiremos em 2002 os números do ano passado”, disse.

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