Bairros

Secretaria da Saúde reúne-se com moradores do Tangarás

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deve reunir-se na próxima segunda-feira com moradores do Jardim Tangarás e outros bairros próximos à Fábrica de Baterias Ajax, atingidos pela contaminação por chumbo. O objetivo do encontro é explicar à população como serão executadas as medidas de descontaminação do local.

A previsão da SMS é de que o cronograma das atividades seja concluído amanhã. De acordo com a titular da secretaria, Sônia Fiocchi, o trabalho será realizado em parceria com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru e as secretarias municipais de Obras, Meio Ambiente e Administrações Regionais.

Durante esta semana, está sendo concluída a etapa de quantificação do serviço. Ou seja, é necessário saber quantas casas da área em questão têm piso de terra batida e quantos quintais deverão ser cimentados ou gramados, entre outros detalhes. “E necessário ter tudo isso em mãos porque as atividades serão desenvolvidas em uma seqüência lógica e entrelaçada”, diz Sônia.

Se o cronograma for concluído amanhã, como é esperado, as atividades podem ter início na próxima semana, com a limpeza de caixas d’água, que será feita pelo DAE.

O passo seguinte é a aspiração dos interiores de residências - frestas de portas, janelas e armários -, que deve ficar a cargo da Ajax. “A empresa cederá o aspirador de nível industrial e o gerador para a execução, que deve ser feita por um próprio funcionário deles”, expõe a titular da SMS.

Posteriormente, os quintais e laterais das casas devem ser gramados ou calçados. A última etapa é o asfaltamento das ruas principais. “A pavimentação vai começar pelas áreas prioritárias. Existem áreas de concentração de crianças comprometidas e há áreas não habitadas”, justifica Sônia.

Ela afirma que está sendo avaliada uma proposta de recuperação de solo feita pela direção da Ajax. Trata-se de um processo de descontaminação, em que o chumbo da terra seria transformado em um elemento não tóxico.

A técnica é proveniente de pesquisa do câmpus de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Nós pedimos para que eles formalizassem essa proposta para que possamos avaliar se isso é passível de execução”, diz a secretária.

Há, ainda, uma proposta de que sejam lavados telhados e paredes externas das casas. Isso, no entanto, está sendo estudado devido ao material que compõe as residências.

â€œÉ uma ação bastante complexa. Tem que ser uma coisa bem esclarecida já que temos que praticamente entrar na casa das pessoas”, enfatiza Sônia.

Comentários

Comentários