Política

Xavier prega engajamento das associações de bairros

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Desconhecido do eleitorado, o candidato João Francisco Xavier (PPB) faz uma campanha discreta à Assembléia Legislativa, pregando o fortalecimento das associações de bairro. Microempresário do setor de segurança privada, ele diz que disputa a indicação a pedido da categoria dos vigilantes, dentre outras. “Não faço promessas. Traço metas a serem cumpridas”, afirma.

Xavier pretende cumprir seu mandato de parlamentar calcado em um trabalho conjunto com a comunidade. O pepebista quer inverter os papéis. “Serei eu quem vai estar cobrando o povo. Cada bairro terá que ter uma comunidade firme, representado pelos melhores homens, os mais responsáveis”, expõe.

Na avaliação dele, a sociedade só pode cobrar seus representantes depois de organizada. “Minha intenção é solucionar os problemas por bairros. Se tivermos que levar algum projeto à Assembléia, vai constar a assinatura da presidência da associação de bairro e de todos os moradores”, diz.

O pepebista está confiante de que será eleito no próximo dia 6 de outubro. “Chegou o momento de mudança. Meu slogan é ‘Renovação inteligente’. O povo procura mudança”, prega.

Bispo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias (Mórmons), Xavier segue à risca os costumes de sua religião. Ele abriu mão de tomar o café durante a entrevista concedida ao Jornal da Cidade, bebida não recomendada pela doutrina Mórmon. No lugar do tradicional café preferiu chá.

O candidato discorda da folclórica avaliação de que o povo não sabe votar. “A população está carente de opções. Me lancei candidato para representar as categorias trabalhadoras.”

Financiamento

Sem recursos de porte para deslanchar sua campanha política, o pepebista diz que é preciso mudar “as regras do jogo”.

â€œÉ preciso mudar a forma de se fazer política. Com o apoio do povo, pretendo levar ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, a proposta para se criar um teto de gastos de campanha”, explica.

Ele acha “muito estranho” um candidato gastar milhões de reais com publicidade para depois ter um salário que não condiz com a realidade financeira de sua campanha.

“O que geralmente esses candidatos gastam não conseguem recuperar nos quatro anos que vão ficar à frente do mandato. Alguma coisa tem de errado. Ou ele vai estar de rabo preso com alguém ou vai fazer falcatruas”, alerta.

Convicto de suas idéias, Xavier afirma que não entrou para o mundo político com o objetivo de apenas “brincar”.

“Eu entrei para fazer história. Há muito tempo não se vê um homem fazer história na política, proporcionando benefícios, revolucionando, mudando esse sistema que está errado”, diz.

O candidato observa que é preciso atacar o problema do desemprego com mais audácia. “O desempregado fica doente, fica com a cabeça vazia. Doente, não vai encontrar emprego. Sem emprego, seu filho não vai poder estudar e nem terá lugar para morar. O emprego é o centro de todas as dificuldades”, aponta.

União de forças

O pepebista avalia que chegou a hora do segmento político e empresarial de Bauru atuar em conjunto para atrair mais indústrias, fator gerador de empregos.

“Eu observo que muitas cidades estão dando isenção de impostos, diminuindo a carga tributária para atrair mais empresas. Não vejo isso em Bauru”, constata.

Para inverter essa situação, ele prega um arrastão que envolva a participação do prefeito, vereadores e deputados. “Não interessa o partido a qual estão filiados. A partir do momento que unirmos esse pessoal, vamos buscar as empresas.”

Na sua análise, o prefeito é a principal figura política dessa empreitada. â€œÉ ele quem terá que arrumar a área e oferecer a insenção. Depois, caberá aos vereadores o cumprimento do resto da etapa. E aí eu entendo que não deve haver essa história de oposição”, afirma.

O candidato destaca que por diversas vezes tem observado a manifestação contrária de vereadores a interesses do município e da comunidade porque se dizem da oposição.

“Então porque é da oposição não pode votar a favor de determinado projeto que beneficiará a cidade? É por isso que defendo a união do povo. Não se pode deixar meia dúzia de vereadores votar contra a busca de uma empresa”, critica.

Ele diz que essa mesma avaliação também se enquadra na continuidade das obras municipais. “Iniciaram a construção de um viaduto e a obra está parada porque um outro prefeito foi quem o começou. Isso está errado.”

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