DÁ-LHE PEIXE
Vasco e Santos foram duas equipes que apostaram muito na juventude para este Campeonato Brasileiro. O resultado, porém, está aparecendo de forma completamente diferente. Enquanto no Peixe, jogadores como Diego, 17 anos, e Robinho, 18, já chamam a atenção com grandes atuações, no Vasco, Souza e Lima, presenças freqüentes nas categorias de base da Seleção Brasileira, chegaram a ser agredidos por torcedores vascaínos no último domingo. Diante desse clima de insegurança, jogar em São Januário parece não ser um trunfo para o clube carioca. O problema, entretanto, é um pouco amenizado diante do péssimo retrospecto dos santistas fora de casa, pois ainda não ganharam na competição. Em 21º lugar, o Vasco não tem mais tempo a perder se ainda tem esperanças de fazer mais do que lutar para não ser rebaixado. Antes do empate com o Botafogo, o técnico Antônio Lopes havia dito que o time ainda podia perder 18 pontos. Com os dois desperdiçados na última partida, sobram somente 16. E o campeonato não chegou nem na metade. Já o Santos está tranquilo e leva a campo a mesma escalação de sua última partida, quando derrotou o Grêmio por 2 a 0. Sou mais Peixe esta noite. Com todo o respeito pelo Vasco.
DÁ-LHE TRICOLOR
Dono do melhor ataque da competição, o São Paulo encara um Bahia que está em uma posição intermediária, mas entra em campo na Fonte Nova motivado pela boa vitória sobre o Palmeiras, no Palestra Itália. Mas se o tricolor baiano está embalado, o São Paulo, muito mais ainda. O Tricolor é vice-líder do Brasileiro, com 19 pontos em dez jogos, e na rodada passada arrasou o Fluminense por 6 a 0. Ricardinho continua de fora do time do Morumbi, por causa de uma lesão na panturrilha. Aliás, essa contusão foi providencial, porque seu substituto, Júlio Baptista, barbarizou domingo, sendo o melhor em campo no massacre contra o Fluminense. Vale lembrar que o último jogo entre Bahia e São Paulo foi pelo Brasileiro do ano passado: Bahia 1 a 0, no Morumbi.
FORÇA, VERDÃO
Antepenúltimo colocado com apenas sete pontos, o Palmeiras busca a reabilitação num momento dificil. Com apenas uma vitória no Campeonato Brasileiro, e há sete rodadas sem vencer, o Alviverde está em crise e somente um resultado positivo contra a Ponte Preta, em Campinas, alivia a pressão sobre os jogadores, que andam com medo de serem hostilizados pelos torcedores. Por sinal, os atletas revelaram que não saem de casa desde que a seqüência de resultados ruins começou. Desespero. Esta é a triste situação no Verdão. Pelo futebol que os dois clubes estão apresentando até agora e pelos fatores campo e torcida, a Macaca pode ser apontada favorita, mas vencer esta noite não será nada fora do comum para o time de Levir Culpi. Força, Verdão.
INFERNO ASTRAL
Levar desaforo para casa, desde os tempos de moleque no Jacarezinho, bairro do Rio de Janeiro, não é coisa para Romário. Mas o pavio do Baixinho anda mais curto do que nunca. A agressão em Andrei, no jogo contra o São Paulo, foi o estopim de uma série de turbulências nas últimas semanas. Após a goleada para o Flamengo (5 a 2), Romário chamou um torcedor para a briga durante um treino. Contra o Figueirense, não comemorou o gol da vitória, seu centésimo em Brasileiros. Jamais Romário poderia ter feito aquilo, ao agredir um companheiro de equipe em plena partida. Os destemperos mostram que a paz já não reina no Fluminense: o craque é só decepção com a qualidade do time em campo, e o elenco não suporta mais as regalias do atleta no clube. Após um início sonhador, a realidade já o incomoda: passa jogos sem ver a cor da bola e recebe as cobranças. A amigos, o Baixinho confidenciou que a qualidade técnica do Flu é baixa. Mas há quem diga até que sua vida pessoal, separação de Danielle Favatto, poderia ser o motivo da instabilidade emocional. E o ar das Laranjeiras, antes leve, está pesado.
DÁ-LHE NORUSCA
O Noroeste tenta esta noite, a primeira vitória na Copa Interior, contra o Mirassol, já que na estréia empatou em casa (2 a 2) com o Jaboticabal. Dizem que foi uma festa da uva, e que o goleiro salvou o time de Fernando da derrota. Boa sorte, Norusca, se bem que estou muito mais preocupado com o time de juniores, que enfrenta o Garça esta tarde.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1992: Noroeste 0 x Palmeiras 3, em Bauru, gols de Evair, Cláudio (contra) e César Sampaio. Árbitro: José Aparecido de Oliveira. Público pagante: 14.212. Noroeste: Sílvio Roberto; Amaral, Campagnollo, Amarildo e Baroninho (Sérgio Clavero); Cláudio, Luís Cláudio e Luís Henrique (Evandro); Robert, Marco Aurélio e Vaguinho. Palmeiras: César; Mazinho, Tonhão, Alexandre Rosa e Dida; César Sampaio, Cuca e Jean Carlo (Júnior); Carlinhos (Maurílio), Evair e Zinho.