Polícia

Dupla leva F-1000 e amarra vítima

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O aposentado Veneraldo Lopes, 62 anos, passou uma hora amarrado em uma casa abandonada do Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000). Os assaltantes simularam um carreto para atrair Lopes e roubaram a F-1000, placas 9302, de Pederneiras.

Até o final da tarde de ontem, o veículo não tinha sido localizado. Os ladrões chegaram a prometer que iam abandonar a F-1000. O assalto aconteceu na manhã de ontem, por volta das 8h. A vítima, um aposentado que usa seu veículo para fazer carreto, foi solicitado para transportar ferramentas de pedreiro do Núcleo Bauru 2000 para o Núcleo Gasparini.

O solicitante pegou Lopes na casa dele. Juntos, seguiram para a casa abandonada, onde o carreteiro foi surpreendido por outros dois ladrões que amarraram suas mãos para trás e o ameaçaram com dois revólveres.

Antes de fugirem com a caminhonete, os assaltantes avisaram que usariam o veículo e o abandonariam com os documentos no painel. A vítima conseguiu deixar o cativeiro uma hora depois e procurou ajuda da polícia.

Lopes conta que ficou abalado com o roubo. “Estou assustado. Nunca passei por situação semelhante. É horrível ficar com dois revólveres apontados para sua cabeça”, relata.

O aposentado lembra que recebeu um telefonema solicitando o carreto. “Eu faço carreto e por isso o telefone está na carroceria da caminhonete. Ligaram e combinamos que hoje (ontem) a pessoa viria a minha casa para juntos transportarmos umas ferramentas do Bauru 2000 para o Gasparini”, diz.

Ontem, por volta das 8h, um rapaz desconhecido apareceu na casa do carreteiro. “Eu estava conversando com uma pessoa e ele ficou aguardando. Fomos até o Bauru 2000. Estacionei o veículo em frente ao número 1-2 da rua Orlando Querobin. Ele entrou e eu fiquei”, afirma.

No retorno, o assaltante teria solicitado a ajuda do carreteiro para pegar uma caixa. “Eu entrei na casa e quando ia pegar a caixa fui surpreendido por dois homens. Um deles colocou um revólver no meu ouvido enquanto o outro encostou outro revólver na minha cabeça”, frisa.

Os ladrões disseram para a vítima manter-se calma. “Eles diziam que eu era gente boa e que nada aconteceria de ruim. Amarraram as minhas mãos, pegaram a minha bolsa e retiraram cerca de R$ 50,00”, diz.

Ao sair, os assaltantes avisaram que devolveriam a caminhonete. “Disseram até que os documentos ficariam no painel. Eu fiquei amarrado até conseguir me desvencilhar e acionar a polícia”.

O caso foi encaminhado ao 2.º Distrito Policial, onde foi registrado como roubo seguido de cárcere privado. As investigações, segundo o titular do D.P., Antônio Carlos Piccino Filho, serão desenvolvidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), uma vez que o crime é de autoria desconhecida.

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