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ITE é a sétima no ranking da OAB

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A Faculdade de Direito da Instituição Toledo de Ensino (ITE) subiu oito posições no ranking das universidades com melhor colocação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), assumindo a 7.ª colocação entre todas a faculdades de Direito do Estado de SP.

O salto é resultado do último exame, de número 117, aplicado em abril, quando 244 bacharéis da ITE prestaram a prova e 132 foram aprovados. Na avaliação anterior, realizada em dezembro do ano passado, a ITE havia conquistado a 15.ª posição, de acordo com informações obtidas junto à ordem.

O êxito da instituição foi alcançado justamente no exame que revelou o pior índice de aprovação da história do Estado, quando apenas 19% dos alunos que terminaram o curso e se submeteram às avaliações foram habilitados a exercer a profissão. Só tem autorização para advogar aquele que atinge sucesso nestes testes.

De acordo com o presidente da 21.ª subseção de Bauru da OAB, Edson Roberto Reis, as escassas aprovações no âmbito estadual e o resultado do desempenho da ITE são perfeitamente explicáveis. Na opinião dele, a ordem está mais exigente nos exames porque o número de faculdades instaladas sem o aval da instituição e que não têm qualidade desejável é alto.

Por outro lado, a ITE tem preparado seus alunos em questões práticas, aspecto muito cobrado nas avaliações da OAB. “Embora a lei exija, muitas faculdades não investem na prática jurídica e priorizam as questões teóricas e doutrinárias do direito. Quando o exame é aplicado, as consequências são desastrosas”, explica.

Na opinião dele, o rigor durante as avaliações seria uma forma de impedir a atividade dos maus profissionais. Para ele, esta é a única alternativa que restou à OAB para fiscalizar a qualidade dos profissionais. “A elevação da exigência foi a maneira encontrada para punir as instituições que se preocupam apenas em levar o dinheiro do aluno, sem investir no corpo docente”, avalia.

Pensa da mesma forma o promotor e diretor da Faculdade de Direito da ITE, José Roberto Martins Segalla. Para ele, os bons resultados são uma conseqüência natural das reformulações curriculares e programáticas implementadas no curso. “Nosso desempenho deve melhorar ainda mais nos próximos exames. Ainda não estamos satisfeitos, queremos mais”.

Segundo Segalla, o proveito poderia ser ainda melhor se outros alunos da instituição, que priorizam a carreira da magistratura e do Ministério Público, fizessem a prova. Para prestar concursos, eles não precisam da aprovação da ordem.

“Embora a gente prepare nossos alunos para as avaliações da OAB, acreditamos que a elaboração das provas aplicadas poderia melhorar. Por exemplo, ela deveria ser mais instigativa”, comenta.

Mas não é apenas o diretor da faculdade que faria alterações na formulação do exame. Para o bacharel F.M., que não quis se identificar com medo de represálias profissionais e que foi aprovado justamente neste exame, as avaliações deveriam preparadas com mais critério.

“As provas não estão mais difíceis agora do que antes porque são as mesmas, sempre. Uma coisa ou outra é alterada, principalmente quando existem mudanças nas leis. Mas na primeira fase, tem gente que decora as questões, normalmente idênticas. Já a segunda fase é muito subjetiva. Ficamos nas mãos do examinador”, questiona.

Concorda com ele um outro estudante que concluiu a faculdade de direito, porém ainda não conseguiu êxito no exame. De acordo com esta fonte, as debilidades do exame são unânimes entre a categoria, que já identificou até falhas na avaliação.

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