Tribuna do Leitor

Por que assassinaram a "Celina dos Leões" com requintes de crueldade?


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Por que amava os animais a ponto de arriscar sua vida nos últimos tempos?

Por que acreditava que o ser humano era bom e negligenciou sua segurança?

Por que foi vice-presidente da UIPA de S. Paulo?

Por que lutou por leis proibindo os instrumentos de tortura utilizados nos rodeios?

Por que lutou e conseguiu que se aprovasse lei proibindo veículos de tração, carroças na cidade de S. Paulo?

Por que adotou, salvou mais de 2.000 cavalos retirados por maus tratos das ruas de S. Paulo?

Por que adotou, salvou e sustentava inúmeros leões retirados de circos por maus-tratos?

Por que salvou alguns ursos que sofriam maus-tratos em circos?

Por que salvou a vida de leões que foram abandonados por circos pelas estradas do Brasil?

Por que levantava todos os dias e tinha o compromisso de sustentar e alimentar pessoalmente os cavalos que eram encaminhados ou recolhidos no CCZ, Centro de Controle de Zoonose da cidade de S. Paulo, cuja obrigação era da Prefeitura Municipal de S. Paulo?

Por que buscou nos EEUU a técnica da utilização de botas ortopédicas para eqüinos onde não precisavam mais serem sacrificados diante as fraturas de pernas?

Por que lutava contra regulamentação da caça em estâncias ou hotéis-fazendas?

Por que representava todas as ONG’s de Proteção de Animais junto a Comissão Paritária do Zoológico em Brasília?

Por que lutava para que os circos não conseguissem regulamentação como mantenedores junto ao Ibama, visto que seria um contra-senso do próprio Ibama, pois ela melhor do que ninguém conhecia todos os circos do Brasil e América do Sul, bem como as atrocidades que se cometem contra os animais?

Por que sabia como funcionava o tráfego de animais exóticos no Brasil?

“Celina dos Leões”, assim como era conhecida, foi a primeira brasileira que pagou com a sua vida por amar e lutar pela defesa dos animais.

Fizeram-na calar-se, mas para nós que a admirávamos, vamos sempre lembrar de suas palavras:

“... Não podemos desistir, somos a fala dos animais contra a insensatez e barbárie dos seres humanos; é preciso defendê-los todos os dias um pouquinho.”

Celina querida, "que pouquinho foi a sua parte...”! (Angela Maria Heffig da Silva - UIPA - RG: 7.413.512-0)

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