Tribuna do Leitor

Cercar ou não a Praça Rui Barbosa... eis a questão!


| Tempo de leitura: 2 min

Li com atenção a reportagem do JC de 26/9/02, em que se propõe cercar a Praça Rui Barbosa. Fiquei satisfeito por saber que pessoas outras comungam com o meu pensar. Não é que gosto da iniciativa de ver a Praça Rui Barbosa cercada com gradis, porque ela, como disse um professor aposentado, que ao manifestar seu pensamento não quis identificar-se, ela é do povo. É que no meu pensar a única maneira de termos uma das principais praças da cidade florida, com banheiros limpos, bem freqüentada, com música ao vivo e até banda da Polícia Militar, onde todos, inclusive o aposentado, possam deleitar-se, é cercando-a, pois, do contrário, marginais, desocupados, alcoólatras, prostitutas e traficantes continuariam a usá-la a seu bel-prazer, como se fossem seus “donos”.

É óbvio que o fator não seria apenas cercá-la, mas fazê-la passar por uma reforma digna: cercando seus canteiros, iluminando-a melhor, restaurando a fonte d’água etc., de modo que a velha praça que conheci no ano de 1962 fosse resgatada. Mas será que isso acontecerá? Aliás, as coisas em nossa cidade demoram muito a acontecer, vão sempre devagar... Basta lembrar que o nosso Teatro Municipal somente nos foi outorgado depois da maioria das cidades de médio porte e até algumas cidades de pequeno porte usufruírem dessa benesse. Mesmo assim, o preço de ingresso para assistirmos uma peça é de amargar, fazendo o mais pobre passar à distância.

A respeito de cercar-se ou não a praça, além do exemplo da Praça Machado de Mello, os paulistanos nos dão outro exemplo no caso da Praça do Jardim da Luz, que até 15 anos atrás era um horror. Ali poderíamos encontrar todo tipo de pessoas a freqüentá-la, tornando-a bem pior do que a Praça Rui Barbosa, de nossa cidade. Contudo, o município resolveu resgatá-la para entregá-la à população ordeira e, após fazer as reformas necessárias, cercou-a com grades, colocando vigilantes nos portões necessários, no seu interior, não deixando de lado a participação da Polícia Militar para manutenção da ordem pública. Pergunta-se, isso é possível em Bauru? Será oneroso para o município? Claro que é possível para nossa Bauru executar esse projeto, e temos consciência que trará algum ônus para o município, contudo, creditamos que o munícipe tem direito a essa benfeitoria... Afinal, quem paga tudo não é o próprio munícipe? (Antonio Luiz de Gonzaga Lima - RG: 2.196.576)

Comentários

Comentários