Neste mesmo espaço, semana passada, o AutoMercado&Cia falava dos riscos e dos prejuízos que o famigerado “rabo de galo†pode gerar nos automóveis.
O hábito, que vem crescendo dia-a-dia entre os motoristas nacionais, é praticado sob a justificativa de suposta “economia†na hora de encher o tanque. Mas, conforme a reportagem na ocasião demonstrou, o barato pode sair caro.
Por isso, nada mais alentador para os condutores do que a possibilidade de contar com os automóveis “flex fuelâ€, capa da edição de hoje do caderno. Tais veículos são capazes de rodar com álcool, gasolina ou até mesmo com o famoso “rabo de galo†(adição de grandes quantidades de àlcool à gasolina) sem gerar problemas mecânicos a curto ou longo prazo.
Tal tecnologia já existe e vem sendo amplamente desenvolvida no Brasil pelas montadoras, entre elas a Ford e a General Motors. Entretanto, a pergunta que não quer calar é: quando esses veículos serão produzidos em série, se é que isso ocorrerá?
Nem as próprias montadoras sabem ao certo a resposta. Segundo Rogelio Golfarb, diretor de Assuntos Corporativos da Ford, tudo dependerá da política do País na área e da capacidade das fábricas de satisfazerem os requisitos do mercado. Nesse sentido, leia-se desempenho, autonomia, confiabilidade, custo e disponibilidade do combustível.
Além disso, há a necessidade de incentivos governamentais para tornar possível a revisão do status tecnológico atual, a exemplo do que já ocorre nos países onde os combustíveis alternativos tornaram-se realidade.
Se tal tecnologia massificar-se, o “rabo de galo†poderá ser feito sem dores na consciência e, principalmente, no bolso. Com a palavra agora, as montadoras e o governo.