• Notas frias
O Legislativo bauruense mantém o clima de tensão nos bastidores. Depois da denúncia já apurada de superfaturamento na compra de um aparelho multimídia, ontem o vereador João Parreira de Miranda (PSDB) defendeu a apuração sobre a existência de eventuais notas frias em compras na Casa. O curioso é que ele afirmou que a informação veio de fora da Câmara.
• Compras e compras
A situação levantada por Parreira exige, no mínimo, que o caso seja levado à auditoria que será feita pelo Sindicato dos Contabilistas. Já que está se fazendo uma verdadeira devassa nas contas do Legislativo, não custa averiguar tudo o que for suspeito ou duvidoso.
• Eleição à vista
À medida em que se aproxima a eleição da presidência da Câmara Municipal, em dezembro próximo, também começam a surgir pretensos candidatos, que esperam ganhar espaço com a exposição de virtuais adversários. Será preciso filtrar muito do que vai se falar de agora em diante, principalmente após o dia 6.
• Fita?
Entre uma bravata e outra, surge a possibilidade de existência de uma fita que poderia levar a um novo escândalo. Se há, seria bom que ela surgisse. Isso evitaria a omissão e permitiria à sociedade saber o que se passa, de fato, além da vontade de comandar o Legislativo.
• Outra visão
Depois de passar 15 dias em Israel, o vereador Luiz Carlos Valle (PSB) faz uma outra leitura sobre o conflito judeu-palestino. Pelo que ele viu, a imprensa internacional carrega nas tintas ao relatar para o mundo que há um banho de sangue ocorrendo na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Israel. “Não vi isso, embora haja zonas de conflitosâ€, reconhece.
• “Por misericórdiaâ€
A última sessão legislativa antes das eleições do próximo domingo registrou momentos de campanha e até mesmo de pedidos inflamados. O vereador José Eduardo Ávila (PPB) fez discurso recheado de frases de efeito religioso. “Pelo amor de Deus, por misericórdia, votem em candidatos de Bauruâ€, pediu encarecidamente aos eleitores.
• “Amigos da onçaâ€
O advogado Carlos Sandrin ganhou um aliado no seu projeto de construir presídios na selva da Amazônia, rodeado de onças famintas à espera de eventuais fugitivos. O vereador Leandro dos Santos (PPS) abraçou a idéia e ontem usou a tribuna livre da Câmara Municipal para reforçar a proposta de Sandrin. Os marginais já os consideram “amigos da onçaâ€.
• Repercussão
Ainda repercute a proposta do governo de instalar um presídio de segurança máxima em Bauru. Alguns vereadores usaram a tribuna ontem para comentar o assunto. O petebista Lelo Rodrigues diz que até a colônia japonesa de Bauru está mobilizada contra a proposta. É que o secretário de Estado da Administração Penitenciária é Nagashi Furokawa.
• É contra
Os comentários exigiram a intervenção do vereador tucano João Parreira. Ele garante que o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) já está mantendo contato com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para se posicionar contra a construção de mais um presídio em Bauru. “A cidade tem deputadoâ€, esbravejou Parreira, rebatendo as críticas.