Tribuna do Leitor

Cantemos todos nós o Hino Nacional


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E não apenas os alunos do ensino fundamental e médio.

Recentemente, o secretário da Educação do Estado, Gabriel Chalita, publicou um comunicado às autoridades escolares e professores propondo que dentre as ações previstas no Mutirão da Cidadania, as unidades escolares incluam nas suas atividades semanais a entoação do Hino Nacional e o hasteamento da Bandeira, objetivando a criação de espaços voltados à vivência de uma escola cidadã. Ressalte-se de que o referido comunicado traz uma proposta e não uma imposição, fato que poderia ser considerado como um retorno à ditadura conforme alguns radicais afirmaram. O cumprir ou não cumprir fica a critério de cada diretor ou professor, constituído um problema de liderança, acima de tudo, de consciência. Se considerar importante e necessário, acata a proposta; se achar que não são, havendo fatos muito mais relevantes, passa por cima. Mas, àquele que se dispuser a promover semanalmente essa cerimônia terá peso muito grande e considerável a criatividade.

Há algum tempo chegou-se ao exagero do modernismo de se considerar o Hino Nacional como “brega”, em desuso, “já era”, sendo mesmo defendida a atualização de sua letra. Do mesmo modo em relação ao nosso outro maravilhoso símbolo, a Bandeira Nacional, uma das mais lindas e sugestivas dentre as de todos os países. A pretensa justificativa para esses defensores de alterações no Hino Nacional e na Bandeira, seria a necessidade de atualização, alegando que não condizem com as nossa época e com a modernidade. Afinal, pode-se questionar, o que é a modernidade para atualizá-los. Será que a modernidade só existe nos tempos atuais ou virá sempre, em todos os tempos? E como ficariam nosso Hino Nacional e Bandeira se, em cada modernidade, fossem atualizados? Isto posto, defendo que esses símbolos, assim como os recebemos, deverão ser transmitidos, às gerações futuras.

São intocáveis. E em relação ao ensino universitário? A entoação do Hino Nacional e o Hasteamento da Bandeira também não serão necessários e importantes aos universitários, diretórios acadêmicos, lideranças e outros órgãos representativos? O sentimento cívico não deve ocorrer apenas em determinados segmentos sociais mas em toda a sociedade, deve ser universal dentro de um país. Principalmente neste tempo em que como usuários, somos concomitantemente beneficiários e vítimas da globalização. Seus benefícios e malefícios são reconhecidos e identificáveis. A globalização pode induzir à perda de valores éticos, morais, nacionalidade e das raízes históricas. Deve ser aceita com reservas. Será muito bom que as escolas de ensino fundamental e médio, universidades e empresários promovam concursos que tenham como temas o Hino Nacional e a Bandeira... Lembrando, principalmente, de que a escrita e a reflexão da letra do Hino Nacional são mais importantes do que sua entoação.! (Prof. Joaquim Eliseo Mendes)

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