Turismo

Panam

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

O Panamá é muito mais do que um canal. O país, que fica no centro das Américas, é banhado por dois oceanos, tem praias com areias brancas, mar azul e bons preços. Um Caribe do jeito que os brasileiros gostam e com preços muito mais convidativos do que Cancún, Aruba e Curaçao.

Infelizmente, nem todos dão importância para o Panamá como destino turístico, o que é um erro. O país é pequeno se comparado com as nossas dimensões continentais. Pode ser comparado ao nosso Estado de Pernambuco embora tenha somente 3 milhões de habitantes dos quais um terço concentrado na região metropolitana da capital.

Ouvimos falar sobre o Panamá desde crianças pelo seu famoso canal quando na verdade tem grande importância econômica no Caribe e na América Central, regiões onde polariza um mercado de 36 milhões de consumidores.

Pode-se dizer que o país foi privilegiado pela natureza com praias bonitas, montanhas, florestas quase intocadas e um povo hospitaleiro. Lá se pode fazer turismo barato, boas compras e desfrutar de pacotes com hospedagens em resorts de primeira. Vôos diretos com 6h20m de duração em modernas aeronaves da Copa Airlines completam as facilidades.

Miami em miniatura

Desde os tempos dos corsários e piratas, o Panamá sempre foi um centro comercial. Mas com a construção do Canal ligando o Atlântico ao Pacífico e a Zona Franca de Collón o mundo fez ali sua cabeça de ponte, o que se observa na sua capital, a terceira, com edifícios modernos, ruas limpas e comércio sofisticado.

É uma Miami em miniatura (1,2 milhão de habitantes) com mais de uma centenas de bancos internacionais que ali se instalaram em prédios luxuosos para participar da intensa movimentação financeira.

Paraíso fiscal? Até certo ponto. Depois que o ditador Noriega caiu e foi preso e trancafiado nos Estados Unidos por suas ligações com o tráfico de drogas, ali não se permite mais quaisquer modalidades de lavagem de dinheiro.

As vantagens são apenas quanto aos baixos impostos praticados sobre os rendimentos de capital. Isso fez do Panamá uma nação poliglota onde convivem em harmonia os nativos, asiáticos, europeus, australianos e africanos com uma descendência perfeitamente adaptada. Com o país redemocratizado os panamenhos elegeram uma mulher-presidente, Miréya Moscoso e, pelo jeito, estão satisfeitos sob o comando feminino.

Três capitais em uma

Quem percorre as três capitais – a velha, a nova e a novíssima - pode apreciar 400 anos de história. A oito quilômetros do centro estão as ruínas da primitiva Panamá saqueada por Morgan (*) e arrasada pelo incêndio mandado atear pelo próprio comandante das forças espanholas que deveria defendê-la. Não queria deixar nada onde o pirata e seus bucaneiros pudessem se abrigar. A segunda Panamá, hoje chamada de “Casco Viejo” chama a atenção pelos edifícios coloniais, passeios públicos, a Praça Francesa, o Palácio Presidencial, a Catedral Metropolitana a Igreja de San José com seu altar de ouro e os sobrados levantados com a madeira extraída da floresta durante a construção do Canal, para abrigar os operários.

A terceira capital é a atual, repleta de arranha-céus de fachada de vidros, hotéis cinco estrelas, marinas, lojas e casinos. Seu único “pecado” é não ter praias próprias mas, a pouca distância estão à disposição 750 quilômetros de costa no Mar do Caribe e 1.250 quilômetros no Pacífico. Praias de areias brancas ou negras ponteadas por magníficos resorts. A Ilha Contadora e as Ilhas das Pérolas, a pouca distância da orla, entusiasmam pelas belezas naturais, facilidades de esportes aquáticos, mergulhos, pesca e seus centros gastronômicos.

Em linguagem indígena Panamá quer dizer “abundância de pescados”. Frutos do mar não faltam e os preços são bem em conta. Um jantar para dois, com bebidas, não ultrapassa os 20 dólares.

A Rodovia Panamericana, de pistas duplas, é a espinha dorsal do País e por ela é possível transitar com segurança para qualquer parte atravessando florestas tropicais onde se observam orquídeas, pássaros de plumagem colorida e animais silvestres. A zona de montanhas como o Valle de Antón, faz lembrar Campos do Jordão ou Petrópolis. Os praticantes de rappel encontram ali cachoeiras em plena selva e toda uma infra-estrutura para a prática desse esporte com segurança e guias especializados.

Circular no Panamá é fácil. Existem ônibus à vontade, operadoras turísticas e o táxi comum é mais barato do que no Brasil. Só que não existem taxímetros e o sistema de tarifas é impreciso, calculado por número de passageiros e zonas atravessadas na viagem. Sempre é bom combinar antes para evitar surpresas. Mas, por US$ 2,00 é possível ir do centro ao bairro.

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