Uma parceria feita entre a iniciativa privada e a prefeitura municipal garantiu a reconstrução de uma quadra que há muitos anos havia sido destruída e estava inutilizada.
Sem espaço para as suas aulas de educação física, o Colégio Sistema decidiu propor para a administração municipal a reforma da quadra localizada na Praça Portugal, bem em frente à escola. Pelo acordo, o estabelecimento de ensino faria a trabalho em troca de utilizar o espaço durante a semana para ministrar a disciplina de educação física.
De acordo com a diretora pedagógica do colégio, Lúcia Helena Sandrin Faria, foram gastos aproximadamente R$ 60 mil para reconstruir o espaço. “Além da reforma, nós cuidados da manutençãoâ€, frisa.
Durante a semana, das 7h às 19h, o espaço é reservado exclusivamente para os alunos do estabelecimento de ensino. Aos finais de semana, é colocada à disposição da população, desde que haja um agendamento prévio.
Lúcia salienta que as pessoas que solicitam a quadra assinam um documento se responsabilizando por devolvê-la no estado em que encontraram. â€œÉ preciso tomar essa medida para garantir a conservação do localâ€, diz.
Policiais militares e crianças da Vila Independência são usuários freqüentes do local. “Eles vêm todos os finais de semana jogar aquiâ€, explica Lúcia.
O fato da quadra ser fechada e controlada por uma empresa privada acabou gerando polêmica. Mas, Lúcia afirma que esse controle é necessário. “Só tivemos problemas uma vez, com um grupo de pessoas de Curitiba, que invadiu o espaço, pulando o alambradoâ€, conta.
De acordo com ela, os visitantes estavam de passagem por Bauru por causa de uma festa universitária e decidiram utilizar o local. Como a permissão não foi dada, por ser horário de aula, as pessoas acabaram invadindo o local. “O espaço pode ser usado por qualquer pessoa, desde que seja aberto, e não invadido.â€
Lúcia explica que a quadra não é aberta à noite por falta de iluminação. “Ainda não colocamos o sistema de iluminação porque ele é muito oneroso, mas temos planos de fazer isso em breveâ€, destaca.
De acordo com ela, se houvesse mais mobilização de empresas em torno do assunto, ficaria mais fácil cuidar do espaço público. “Nós tentamos fazer parcerias para garantir o material, mas não conseguimosâ€, diz.