Bairros

Ferradura terá galerias contra erosão

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Tiveram início esta semana as obras de implantação de galerias de águas pluviais no Ferradura Mirim. A iniciativa deve amenizar os problemas enfrentados pela população do local, principalmente em época de chuva.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, uma máquina já trabalhou na abertura de uma estrada de acesso para que os caminhões possam chegar ao local de trabalho, visto que as erosões comprometem o tráfego de veículos no local.

A mão-de-obra foi terceirizada através de licitação, mas os materiais foram comprados pela Prefeitura de Bauru. O valor exato da obra não foi informado pela Secretaria Municipal de Obras. Segundo Duarte, o total é superior a R$ 200 mil, dos quais R$ 126 mil foram obtidos através do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). A previsão é de que em 90 dias o trabalho seja concluído.

Serão implantados cerca de 1.200 metros de galerias, localizadas na rua Natal Fornazari e na avenida Cruzeiro do Sul. O secretário de obras afirma que é o trecho necessário para combater a erosão. “Galeria se faz onde há concentração de água e risco de erosões”, diz.

Também espera-se que a obra reabra a ligação entre o Ferradura Mirim e o Jardim Tangarás através da rua Natal Fornazari. O acesso atualmente está comprometido pelos buracos.

A população reclama. “Isso aqui é imundo, sujo. Tem muito mosquito, pernilongo, rato, ratazana. Só vivendo aqui para perceber como é a situação”, diz a moradora Maria Isabel da Silva, 48 anos, referindo-se ao lixo que acumula-se nos buracos do Ferradura Mirim.

De acordo com a moradora Cristiane Pereira, os buracos geram problemas de esgoto que colocam em risco a saúde das pessoas que vivem no local. “Eu tenho criança pequena e no calor não dá para ficar em casa. O cheiro é horrível. Sem falar dos pernilongos”, diz.

Ela conta que um buraco quase “engoliu” o muro da casa vizinha. “Carro não passa aqui”, reforça Cristiane. Apesar da implantação de galerias após cerca de dois anos de discussão, a Secretaria de Obras não tem planos para pavimentar as ruas do bairro. “Está planejado estabilizar a região para que não aconteçam erosões. O asfalto ainda é cedo para a gente falar. Temos visão dele para o futuro”, explica Duarte.

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