Tribuna do Leitor

Porque nós, professores, somos necessários


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Tive vários professores dos quais me lembro com carinho e que se tornaram especiais por terem me incentivado a seguir a mesma carreira, cuja vocação veio à tona antes mesmo da idade pré-escolar. Até hoje, trago comigo o princípio de que os bons professores procuram passar confiança e fazem seus alunos verem que o aprender é um desafio fascinante, conduzindo-os ao desejo de sempre querer aprender mais.

Ensinar bem não é algo que se consegue com técnica, estilo, plano ou métodos específicos... “Ensinar é, sobretudo, um ato de amor.” Assim sendo, será este o perfil dos professores que fazem a diferença?

Como tem sido gratificante quando recebemos palavras de reconhecimento de alunos e até mesmo de seus pais, o que nos impulsiona a continuar, apesar das dificuldades e das muitas pressões que limitam nossa atuação.

Doamo-nos na esperança de ver nossos alunos desabrocharem e se desenvolverem, tornando-se mais capazes, mais competentes e mais atuantes para transformar o mundo em um lugar melhor. É preciso admitir que, embora a nossa profissão seja importante, está repleta de desafios, unanimemente comentados: falta de respeito, rebeldia, insubordinação, apatia e desobediência que permeiam a sociedade como um todo. Sem generalizar, a atitude de alguns alunos é afirmar que aprender é chato; que o professor é chato. Eles acham que tudo deveria ser divertido; não entendem que aprender depende do esforço de cada um; não conseguem se convencer de que o esforço de hoje será compensado no futuro. E quanto às classes? São muito numerosas, o que faz com que as necessidades individuais sejam negligenciadas, tirando-nos a oportunidade de prestar atenção aos alunos com problemas. O que nos ajuda, então, a não desistir?

Apesar dos desafios, dos percalços, das injustiças e dos desapontamentos nós continuamos, pois encontramos o prazer, a satisfação nas pequenas manifestações do dia-a-dia, as quais se constituem em sucesso dos alunos, principalmente quando os encontramos na rua ou em outro lugar e recebemos agradecimentos pelo que lhes ensinamos. É, sem dúvida, uma grande alegria termos dedicado parte de nossas vidas a esta carreira difícil, mas ao mesmo tempo maravilhosa, pelo fato de vermos os jovens a quem ensinamos transformarem-se em adultos responsáveis cidadãos críticos.

A emoção deste ideal alcançado é muito grande e a nada se compara! Façamos, pois, o nosso trabalho com alegria, visando sempre cumprir com meta mais evidente num primeiro momento, ou seja, o conteúdo do componente curricular, sem perder de vista a formação ética e social do ser humano que está sob nossa responsabilidade. E que tenhamos a ousadia de buscar a sabedoria de Deus. (Wilma Maria Sanches - RG. 3.765.097)

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