Desde ontem, parte do Pronto-Socorro Central (PSC) foi interditada em razão das reformas que foram iniciadas no prédio. Por essa razão, o atendimento de adultos foi transferido para onde funcionava o Pronto-Atendimento Infantil (PAI). Já as crianças estão recebendo assistência médica numa ala do PS, que não foi incluída nas obras iniciais.
Segundo o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Felinto dos Santos Neto, as alterações resultaram numa enfermaria a menos para atender adultos. “Deixamos de contar com quatro vagas. Também não teremos como acomodar a mesma quantidade de pacientes nos corredores, como fazíamos no outro prédioâ€, ressalta.
Até a conclusão das obras, prevista para seis meses, a área onde agora funciona o PS vai dispor de um consultório de ortopedia, dois ambulatórios, uma sala de medicação, outra de inalação e uma de sutura, além de duas enfermarias e uma terceira onde serão atendidos os casos mais graves.
A diminuição do espaço físico tumultuou o primeiro dia de atendimento. “Ficou tudo confuso, até os médicos pareciam atordoados. Fomos recebidos onde levávamos minha filhaâ€, informou Rodrigo Alves, um dos pacientes que passaram por lá ontem.
Ele procurou assistência médica porque sentiu dores gástricas e não recorreu ao núcleo de saúde próximo a sua casa por considerá-lo menos eficiente.
“Neste primeiro momento, solicitamos que as pessoas busquem ajuda nos núcleos de saúde nos bairros, quando a situação não for graveâ€, ressalta a diretora de Divisão Médica, Maria Regina Trotta Pinheiro.
De acordo com ela, também seria conveniente que os acompanhantes dos pacientes aguardassem do lado de fora do PS até que fossem chamados, já que o espaço é restrito. “Hoje estamos atendendo, em média, quatro pessoas no corredor. Nas instalações antigas recebíamos o dobro, mas o espaço também era maior. Tudo está apertado aquiâ€, conclui.
Mesmo confirmando as recomendações, Santos Neto ressalta que o atendimento contará com a mesma equipe. “Pedimos a compreensão da população pelos possíveis transtornos, já que o atendimento não pode ser interrompido durante o período de reformas. Certamente as acomodações não serão as ideaisâ€, informa.
Apesar das ressalvas, Renata de Souza, que levou sua filha de oito meses ao PAI, não percebeu diferença no atendimento. “Parece que está até mais tranqüiloâ€, expôs ao mostrar o antigo corredor do PS completamente vazio.
De acordo com o departamento de Urgência e Emergência, as crianças vão continuar dispondo dos mesmos recursos no prédio atual, que incluem duas enfermarias, sala de inalação, de aplicação, de triagem, de emergência, de sutura, além de três consultórios.
Mesmo assim, os Pediatras Maria Helena Pereira e José Ernesto Trigo acreditam que a adaptação não será tão fácil, já que o local onde funcionava no PAI contava com uma estrutura própria para crianças. “As mães não estão percebendo diferença hoje (ontem) porque o movimento está muito calmo, inexplicavelmenteâ€, ressalta Maria Helena.
Ainda que as adaptações levem um tempo, a Secretaria Municipal de Saúde garante que a administração está investindo R$ 476 mil nesta reforma para otimizar o atendimento ao munícipe.