Bairros

Poeira encobre casas no Parque Jaragu

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A escassez de chuvas neste mês de outubro tem piorado a situação dos moradores do Parque Jaraguá, que reclamam da poeira que os veículos levantam quando passam pelas ruas de terra do bairro.

O problema não resume-se à sujeira que se acumula sobre os móveis e pisos das casas. Se estendidas nos varais, as roupas recém-lavadas adquirem o tom avermelhado da terra.

Além disso, muitos moradores estão apresentando problemas respiratórios que supostamente são agravados pela poeira. É o que afirma Dulciney Muniz Carvalho Queiroz, moradora da rua Francisca Martha Isidoro.

“Quando o ônibus passa, ninguém agüenta. O pó está demais. Não dá para ficar aqui. Está horrível. Minha mãe está de cama por causa da bronquite”, diz, referindo-se ao coletivo que vai para o Fortunato Rocha Lima pela rua Juvenal Bastos, cruzando a rua da sua casa.

De acordo com a moradora, os ônibus passam com o farol aceso para amenizar a dificuldade de visibilidade provocada pela nuvem de poeira. “Nós pedimos para que os bombeiros jogassem água na rua para melhorar a situação, mas com o racionamento não vai ser possível por enquanto”, observa Dulciney.

A comunidade já cogitou a possibilidade de interditar a rua do ônibus como uma forma de protesto para tentar que o itinerário do coletivo seja desviado ao menos temporariamente.

Outra reclamação refere-se ao projeto de pavimentação do bairro. Segundo Dulciney, as obras tiveram início, mas foram interrompidas. O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, não foi localizado para falar sobre o assunto.

A assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) informou que o ônibus sempre passou pela rua Juvenal Bastos, que é uma das principais do bairro. A empresa avalia que uma eventual mudança no itinerário poderia facilitar o acesso para algumas pessoas, mas prejudicar para outras.

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Chuvas

Os laudos pluviométricos do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) confirmam a estiagem que torna a terra das ruas não asfaltadas ainda mais seca.

Até ontem haviam sido registrados apenas 7,9 milímetros de chuva em Bauru, no mês de outubro. A média histórica para o mês é de 115 milímetros. Portanto, o valor é considerado baixo pelos meteorologistas.

Segundo a climatologia, a tendência é de que as chuvas aumentem gradativamente durante a estação, apresentando grande variabilidade na distribuição.

No trimestre que vai de setembro a novembro, os totais médios de precipitação costumam variar de 60 a 350 milímetros. De acordo com o IPMet, os maiores índices são registrados a partir da segunda quinzena de outubro.

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