Política

Câmara discutiu o pedido há um mês

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O pedido de instação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Adiantamento retorna à pauta do Poder Legislativo após cumprir um mês de adiamento de discussão e votação, solicitado pelo vereador Pastor Luiz (PL).

No último dia 23, os vereadores discutiram o assunto pela primeira vez. Mas a maioria dos parlamentares achou “oportunista” o pedido de instalação da CEI faltando duas semanas para as eleições. Na época, Dota Jr. era candidato à Câmara dos Deputados.

Com esse argumento, 13 vereadores votaram a favor do adiamento por um mês da discussão e votação do pedido. Outros oito votaram não e gostariam que o processo tivesse sido discutido e votado naquele dia.

Há um mês, os parlamentares estavam divididos em relação à instalação da comissão de investigação. O clima para segunda-feira não será muito diferente.

Uma parte dos vereadores diz que ainda não avaliou a documentação encaminhada por Dota Jr., na qual constaria indícios de irregularidades na operação dos adiantamentos financeiros liberados pela administração municipal.

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) afirma que vai avaliar o caso com “muita calma”. Ele foi um dos que assinou o pedido de instalação da CEI, para que o processo pudesse ir à votação.

O peemedebista avalia que é preciso levar em consideração o risco de colocar em exposição servidores de carreira responsáveis pelos adiantamentos.

“Isso aconteceu com alguns funcionários do Departamento de Água e Esgoto, o DAE, na CEI que investigou renúncia de receitas. E até hoje há servidores que não se recuperaram do abalo emocional que isso proporcionou”, pondera.

A maioria dos parlamentares, porém, é da opinião de que a votação do pedido não deve ser mais adiada. É o que pensa o vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL).

“Eu ainda não analisei os documentos encaminhados pelo Dota Jr., mas se o processo está na pauta acho que não devemos mais adiá-lo. Temos que votá-lo na segunda-feira e definir a situação: ou aprovamos a instalação da CEI ou rejeitamos”, diz.

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