Quem tem dinheiro na Caderneta de Poupança e nos fundos DI (que acompanham o movimento das taxas de juros e têm renda pós-fixada) deve ser beneficiado pela elevação da taxa básica de juros da economia (Selic) de 18% para 21%, conforme decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última segunda-feira.
Por outro lado, quem tem aplicações em fundos de renda fixa prefixada pode ficar com a cota do fundo negativa e ter rendimentos menores. Contudo, o momento não é adequado para mudar de aplicação, pois as perdas podem ser ainda maiores, segundo orienta o economista Wagner Ismanhoto.
Ele explica que os fundos de renda fixa carregam títulos que pagam juros prefixados, que por sua vez, acompanham as taxas do mercado futuro de juros.
“Com o aumento da Selic, essas taxas subiram e os papéis dos fundos, que embutiam juros menores, perderam valor. Já os fundos DI passam a render três pontos percentuais a mais no anoâ€, explica o economista.
Mas apesar das perdas da renda fixa com a alta dos juros, Ismanhoto não recomenda aos investidores mudar de posição agora.
“O cenário é de muita incerteza. O ideal nesse momento é esperar e acompanhar o mercado. Estamos perto do término das eleições presidenciais e, depois disso, seja quem for o novo presidente, o cenário deve clarearâ€, analisa.