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Disputa por vestibulandos é acirrada no ensino privado

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

As instituições de ensino superior privado de Bauru estão se preparando para uma guerra cujo objetivo é comum: novos universitários. Para atraí-los, lançarão mão de estratégias semelhantes como a divulgação dos cursos na mídia, visita às escolas, descontos ou isenções nas taxas de inscrição para o vestibulares ou abatimento nas mensalidades, além de processos seletivos em várias etapas.

São 8.590 vagas distribuídas entre as Faculdades Integradas de Bauru (FIB), a Universidade do Sagrado Coração (USC), a Instituição Toledo de Ensino (ITE) e a Universidade Paulista (Unip). Para que sejam preenchidas em 2003, cada instituição aposta num diferencial para ganhar a simpatia de novos estudantes.

A USC, por exemplo, está inaugurando este ano um tour cultural, que tem como objetivo apresentar a universidade aos alunos que estão em fase de escolha da profissão.

Através do projeto, eles terão a oportunidade de conhecer as instalações da entidade, além de seus professores e coordenadores. Quem participar da atividade ganha a inscrição do processo seletivo para as 1.810 vagas, cuja taxa é de R$ 50,00.

De acordo com a assessora de comunicação da USC, Roseane Andrelo, a universidade conta com outros atrativos que também possibilitam a aproximação da entidade com o futuro universitário. “Dispomos de um profissional que visita as escolas de região informando sobre nosso vestibular, sobre os cursos e a estrutura que oferecemos”, ressalta.

Para reforçar o trabalho, ela ainda informa que a entidade vai investir em rádio, televisão, jornal, outdoor e material publicitário.

Da mesma maneira vai proceder a direção da FIB, que também não divulgou o montante que será aplicado em mídia. Contudo, ressalta que sua vantagem diante dos concorrentes está na qualidade de ensino e no valor da mensalidade, que não será reajustada.

“Teoricamente repassamos 6,5% à tabela de mensalidade, percentual relativo ao possível dissídio trabalhista de funcionários e professores. Entretanto, estamos dando descontos que variam de 5% a 10%, dependendo do curso. Além disso, investimos constantemente em laboratórios e biblioteca, já que a escola é nova”, explica o diretor-geral, Dudu Ranieri.

O processo seletivo para as 520 vagas da FIB também integra as estratégias que a entidade vai lançar mão para ganhar a concorrência. Além do vestibular que será realizado no dia 10, a instituição vai selecionar estudantes através de análise curricular e redação para as vagas remanescentes.

Há três anos a ITE também passou a oferecer um vestibular alternativo. Em setembro, 70% das vagas da instituição, cerca de 700, são disputadas pelos candidatos aos cinco cursos disponibilizados. O segundo processo seletivo é realizado em dezembro, quando as 30% restantes são ocupadas.

“Como quase todos os exames do País são aplicados em dezembro, flexibilizamos a data a fim de favorecer os vestibulandos, que podem se preparar para as outras provas ou para férias, dependendo do resultado obtido. A medida ajuda os estudantes a racionalizar inclusive dinheiro”, esclarece o coordenador educacional Pedro Walter De Pretto.

Segundo ele, o maior trunfo para chamar a atenção novos universitários é a tradição e a qualidade do ensino oferecido, já que o desempenho da instituição no Exame Nacional de Cursos (Provão) é muito satisfatório.

“Nossa melhor propaganda é o contato boca-a-boca de ex-alunos, embora a instituição também invista em mídia. Fazemos ainda visitas em escolas para esclarecer sobre nossas propostas”, completa.

Com a mesma estratégia, trabalha a Unip, que tem visitado inclusive empresas no intuito de divulgar os cursos que oferece. “Uma escola chegou a ter aula nas nossas instalações. Assim, os alunos puderam conhecer nossa estrutura”, informa o diretor regional Geraldo Magela.

A Unip, além de oferecer o processo seletivo em quatro etapas para suas 3.580 vagas, também vai recorrer aos jornais, televisão e especialmente outdoor para fazer propaganda. “Num raio de 120 km, instalamos 60 deles”, comenta.

A Instituição de Ensino Superior de Bauru (Iesb) foi procurada pelo JC, mas a direção não retornou aos recados.

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