Nem tudo é festa no Salão do Automóvel em São Paulo. A começar pela situação - desesperadora - da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que desde o estouro da crise cambial e da disparada do dólar no Brasil vem sofrendo para manter os patamares de vendas em níveis sequer razoáveis.
Os dados da própria Abeiva exemplificam o cenário aterrador para a entidade. Depois de ter registrado em agosto uma queda de 34,4% em relação ao mês anterior, em setembro anotou-se diminuição de 13,8% em relação a agosto. No mês passado, a totalização chegou a 519 unidades, contra 602 veículos do mês anterior. No acumulado de nove meses, os resultados mantiveram a tendência. Foram 7.536 unidades contra 11.720 veículos em igual período do ano passado, registrando uma queda de 37,2%.
O momento é tão ruim a ponto de um dos presidentes das importadoras pertencentes à Abeiva dizer que 2002 é um ano para ser esquecido da memória. Apesar disso, a entidade confia, ainda, no segmento e confia que o próximo presidente eleito estimule políticas de crescimento do País.
Ao contrário dos importados, o segmento dos blindadores cresce dia-a-dia. Reflexo direto do aumento da insegurança e da violência. Só no Salão do Automóvel deste ano foram 15 estandes de empresas do setor, ao contrário das cinco do último evento do gênero.
Outro ponto que demonstra o aumento é o fato de o Brasil ser considerado hoje como o primeiro do ranking de instalação de blindagem no mundo, conforme a recém-criada associação brasileira do setor.