Iacanga - A Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Joaquim Caldas de Souza, localizada no Jardim Paraíso, em Iacanga, recebeu ontem a primeira turma do curso de pedagogia. É a primeira escola da cidade a oferecer ensino superior, graças a um convênio assinado entre a prefeitura e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Além de Iacanga, outras 40 cidades paulistas iniciaram as aulas ontem. Todas receberam credenciamento do governo para oferecer o curso aos professores da rede pública de ensino. O curso faz parte do projeto Pedagogia Cidadã, lançado pelo governo do Estado.
De acordo com normas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), até 2006, todos os professores deverão possuir formação, em nível superior, em pedagogia se quiser continuar lecionando.
Na região, outras cidades também assinaram convênio com a Unesp e passaram a oferecer o curso desde ontem. Estão na lista municípios pequenos e médios como Bocaina, Reginópolis, Lins e Botucatu.
O curso será desenvolvido por docentes da Unesp e terá uma duração de dois anos e meio. Ou seja, 3,2 mil horas.
A metodologia de ensino prevê, segundo a diretora de Educação de Iacanga, Elaine Aparecida Cardoso de Oliveira Julio, o uso de diferentes recursos educacionais como a Internet e a teleconferência.
Além disso, os alunos terão de cumprir um estágio ao longo do curso. Ao todo, serão 800 horas de trabalho monitorado.
Em Iacanga, são 89 vagas. Em Botucatu, Bocaina e Reginópolis, o curso oferece 100 vagas. Em Lins, esse número cai pela metade. O vestibular para o preenchimento dessas vagas foi realizado no mês passado.
Apesar do curso de pedagogia ser fruto de um convênio entre a universidade pública e as prefeituras, ele não é gratuito.
De acordo com Elaine, todos os meses a prefeitura de Iacanga terá de pagar à Unesp cerca de R$ 6,9 mil. Essa seria a despesa da universidade com a cessão de professores e elaboração de aulas via satélite, por exemplo.
Esse valor, segundo informou a diretora, será dividido entre os 89 alunos matriculados em Iacanga. Isso significa uma despesa mensal de R$ 155,00 por aluno.
Segundo ela, a participação da prefeitura nesse caso envolve a compra e a manutenção de equipamentos para o laboratório da escola. Elaine acredita que o município gastou cerca de R$ 160 mil para atender as exigências do convênio.
Os alunos terão aulas de segunda a sexta-feira, das 19h às 23h, e eventualmente aos sábados, das 8h às 12h. Durante o curso, as férias não devem ter mais do que 20 dias, segundo informou a diretora.