A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) decidiu encaminhar formalmente à Receita Federal nesta semana pedido para que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros populares seja mantido em 9%.
A alíquota para esses modelos - que representam mais da metade das vendas de automóveis no País - foi reduzido temporariamente em agosto, mas a partir de 1 de novembro deve voltar a 10%.
No mesmo período, o IPI dos carros com motorização maior (acima de 1.0 até 2.0) foi reduzida de 25% para 16% nas versões a gasolina e para 14% naquelas movidas a álcool, mas de forma definitiva. Já para os veículos populares, somente os movidos a álcool tiveram o imposto reduzido por prazo indeterminado para 9%.
O presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, disse que a adoção permanente da alíquota de 9% beneficiaria os consumidores de veículos 1.0. “Eles se situam entre os de menor nível de renda e se justificaria diante do crescimento da arrecadação do IPI automotivo, de 8,5% em setembroâ€. Segundo a Receita, o aumento real em agosto foi de 5,61% e de 3,49% no mesmo mês de 2001.
A Fiat vai além na reivindicação. Quer que o IPI dos carros 1.0 caia na mesma proporção dos médios e fique próximo a 7%. “Nesse período não houve crescimento efetivo de vendas, mas uma migração de um produto para outro. Para que ocorra mudança significativa é preciso incentivar mais as vendas de popularesâ€, disse o diretor-comercial da Fiat, Lélio Ramos.
Outro bloco de montadoras, liderado pela General Motors, vai insistir, no futuro, na retomada das discussões do projeto original da nova estrutura tributária do IPI, que previa a unificação das alíquotas para todos os modelos na casa de 15% a 18%.