Entrelinhas

Entrelinha


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• Não se discute

O prefeito Nilson Costa (PPS) tratou de esvaziar ontem especulações sobre como seria o reajuste salarial dos servidores no ano que vem. O prefeito disse que não se fala nisso por enquanto, porque é impossível ainda saber o comportamento da receita. Portanto, ponto final na história que, timidamente, quis circular no Palácio.

• Tema proibido

Aliás, Nilson tratou de alfinetar outro balão de ensaio que insiste em pairar sobre os ares das Cerejeiras. Trata-se de sua sucessão. A ordem ao alto clero da Prefeitura é trabalhar e deixar eleição para o ano da eleição, ou seja, 2004. Nada de prefeitáveis por ora, diz Nilson, mantendo engessado um tema do qual pode ser o personagem principal, se puder se reeleger.

• Ex-sindicalistas

Nilson comentou ontem com a coluna sobre a semelhança entre ele e Lula em um aspecto em particular: ambos foram ex-sindicalistas que chegaram ao poder. Outra comentário de Nilson: foi o primeiro voto que acertou para presidente nos últimos anos. Até então, havia “ganho” o voto apenas nos anos 60, quando apostou em Jânio da Silva Quadros.

• “Vício terrível”

Passadas as eleições, tudo indica que o ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB) está disposto a reaparecer no cenário político. O peemedebista tem revelado a pessoas de seu círculo de amizade que ainda está “vivo” e que a política é um “vício terrível de largar”. De qualquer forma, Tidei ainda aguarda as acomodações da eleição.

• Ninho elogia

Comenta-se nos bastidores que a declaração de Tidei pró-reeleição de Geraldo Alckmin foi aceita com muita simpatia pelos tucanos locais. Alguns até começam a ensaiar elogios ao peemedebista, para a ira de Alex Gasparini, presidente da executiva municipal do partido. Aliás, Gasparini parece que entrou em processo de hibernação após as eleições.

• Sem Quércia

O presidente da executiva peemedebista trabalhou com afinco na campanha do ex-governador Orestes Quércia (PMDB) ao Senado, mas não virou. Quércia acabou ficando em terceiro lugar na corrida eleitoral, atrás de Romeu Tuma (PFL) e de Aloizio Mercadante (PT).

• Sessão da Câmara

Com um dia de atraso, a Câmara Municipal realiza hoje sua sessão legislativa. A reunião não foi realizada ontem devido ao ponto facultativo pelo Dia do Funcionário Público. A tribuna deve ser usada para comentários sobre o resultado das eleições. Uns, de ressaca pela derrota. Outros, animados pela vitória.

• O retorno

O empresário Natan Chaves está disposto a manter seu escritório político no Centro da cidade. A parafernália de campanha ainda está no imóvel. As frases que causaram arrepios naqueles que privilegiam a questão ideológica - Natan Chaves para deputado federal com Lula presidente e Maluf governador - ainda estão no muro.

• Tem ou não tem?

Aliás, se for levada em consideração a aliança do PL com o PT para a candidatura à Presidência da República, Natan também poderá ter influência nas indicações dos cargos da esfera federal em Bauru e região, assim como o PC do B da vereadora Majô Jandreice. O assunto começa a esquentar os bastidores políticos.

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