Economia & Negócios

Empreiteira da Novoeste é acusada de não pagar salários pontualmente

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Uma empreiteira que presta serviços à Novoeste - controlada pelo grupo Brasil Ferrovias - na área de vigilância está sendo acusada por funcionários, que procuraram o Jornal da Cidade, de constantemente atrasar os pagamentos dos salários. O último, que deveria ter sido efetuado no quinto dia útil deste mês, continuaria em aberto.

O diretor do Sindicato de Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Roque Ferreira, confirma a denúncia e diz que essa mesma empreiteira foi autuada há cerca de 90 dias pelo Ministério do Trabalho (MT) em Bauru pelo mesmo motivo. Segundo ele, a média salarial desses trabalhadores é de R$ 300,00.

Um funcionário da empresa que falou à reportagem, mas pediu para ter seu nome preservado temendo represálias, diz que a justificativa para o atraso no pagamento dos salários de cerca de dez contratados seria o não-repasse de verbas por parte da Novoeste.

“Fica um jogo de empurra entre eles (empreiteira e Novoeste) e ninguém assume a responsabilidade. Não é a primeira vez que isso acontece. Neste mês, era pra gente ter recebido o salário no quinto dia útil”, diz o funcionário.

De acordo com Roque, além dessa empresa haveria uma outra empreiteira, esta ligada à Ferroban (também controlada pela Brasil Ferrovias) e que atua na conservação de linhas, que também já teria atrasado o pagamento dos funcionários e deixado de entregar a cesta básica. Juntas, as duas empreiteiras empregariam cerca de 32 trabalhadores.

“O grupo Brasil Ferrovias está passando por uma situação financeira difícil. Com isso, está atrasando o pagamento de fornecedores e prestadores de serviços, que por sua vez, alegam que não estão pagando os funcionários porque não recebem da Novoeste e da Ferroban”, afirma Ferreira.

Segundo ele, diante de todo esse quadro o sindicato já solicitou, para essa semana, a realização de uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) para tentar resolver os problemas.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Brasil Ferrovias solicitando informações sobre o assunto, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

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